A Anace - Associação Nacional dos Consumidores de Energia se manifestou contrária à aprovação pela diretoria da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica de resolução normativa que permite a cobrança, por meio da fatura de energia elétrica, de taxas ou tarifas decorrentes da prestação de serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos.

A Aneel baseou sua aprovação, realizada na reunião de diretoria do dia 8 de novembro, no respeito à nova lei do saneamento, a Lei 14.026/2020, que prevê a cobrança de taxa quando a prefeitura licitar a prestação de serviços para gestão do lixo. Em sua decisão, a agência estabeleceu que a cobrança é facultativa para a distribuidora e que não é necessária anuência prévia do consumidor para ser realizada. O assunto ficou em consulta pública entre julho e setembro e recebeu 172 contribuições, das quais 123 foram rejeitadas.

A Anace estuda a possibilidade de entrar com recurso administrativo contra a medida. “A resolução reduz a transparência no setor elétrico, dificultando a compreensão, por parte dos consumidores, do real custo da energia. Ao mesmo tempo, tende a ampliar a inadimplência”, alerta o diretor-presidente da Anace, Carlos Faria, referindo-se ao risco de o consumidor não pagar a conta diante do seu valor superior devido à combinação de cobranças.

 “A conta de luz não é árvore de Natal, onde dá para pendurar o que se quer”, disse Faria. Ele destaca ainda que o processo pode exigir que as distribuidoras façam ajustes em seus sistemas de faturamento, procedimento custoso. Além disso, há risco de bitributação das contas.



Mais Notícias EM



Nutec lança projeto de R$ 1,4 milhão que transforma resíduos orgânicos em biometano no Ceará

Iniciativa produz biocombustível renovável de padrão comercial a partir de dejetos agroindustriais e urbanos

17/07/2026


Gaúcha Magnani entrega projeto de 9,7 mi para eletromobilidade em São Paulo

Estrutura permite o carregamento simultâneo de até 40 ônibus elétricos da Viação Metrópole Paulista, na capital paulista.

17/07/2026


ONS apresenta resultados do Plano da Operação Energética 2026-2030

Relatório reforça a necessidade de fontes flexíveis no SIN e de novos leilões de capacidade, além de apresentar um novo capítulo sobre curtailment

20/07/2026