Segundo estudo da consultoria EY, encomendado pela Abraceel - Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, a abertura completa do mercado de energia em janeiro de 2026, incluindo os residenciais, resultaria em economia de 18% na conta de luz dos consumidores que migrarem para o ACL. Essa economia elevaria em 0,7% a renda disponível desses consumidores, liberando mais de R$ 20 bilhões para compras de bens e serviços, o que aumentaria em 0,56% o PIB e geraria cerca de 700 mil empregos.

A Abraceel defende a aceleração da abertura total do mercado para 2026, ao contrário do proposto pelo MME – Ministério de Minas e Energia, que colocou a consulta pública 137 para debater a criação de portaria que cria cronograma para a abertura total dos consumidores de baixa tensão para 2028, sendo que para 2026 o MME propõe a abertura indústrias e comerciais na baixa tensão. A CP 137 recebeu contribuições até o dia 3 de novembro.

Ainda de acordo com o estudo, se todos os consumidores já pudessem participar do mercado livre, seria possível, de acordo com cálculos da EY, contratar energia em 2022 cerca de R$ 6 bilhões mais barata. A conjectura se baseia na análise dos custos da contratação de energia em dois leilões centralizados realizados para atender o mercado regulado em 2022.  O primeiro, em maio, permitiu a contratação de 238 MW médios a um custo médio de R$ 253,16/MWh. O segundo, em outubro, 177 MW médios a um preço médio de R$ 237,48/MWh.

Os dois leilões tiveram custos de R$ 17,6 bilhões. Mas, para a Abraceel, se os consumidores regulados já tivessem migrado para o livre o custo total dos contratos no mesmo prazo teria sido de R$ 11,5 bilhões, montante 35% menor. Isso porque, na mesma data dos leilões regulados, a energia elétrica de longo prazo era negociada no mercado livre a R$ 160/MWh na média. Ou seja, o consumidor poderia ter comprado a esse preço, mas foi obrigado a comprar em valores muito superiores.



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