A indústria química Unigel, fabricante de fertilizantes nitrogenados, tem planos de construir a primeira fábrica de hidrogênio verde do Brasil. Sob investimento inicial de US$ 120 milhões (R$ 650 milhões, na cotação atual), a fábrica deve entrar em operação até o final de 2023. A tecnologia de eletrólise empregada será da alemã Thyssenkrupp Nucera. Para a primeira fase do projeto, a Unigel adquiriu da empresa três eletrolisadores com potência total de 60 MW.

A nova fábrica, a ser implantada no polo industrial de Camaçari (BA), terá, em sua primeira fase, capacidade de produção de 10 mil toneladas por ano de hidrogênio verde e de 60 mil toneladas/ano de amônia verde (intermediário principal dos fertilizantes, obtido a partir do hidrogênio, em processo químico com nitrogênio). Na segunda fase do projeto, prevista para entrar em operação até 2025, a Unigel promete quadruplicar a produção de hidrogênio e amônia verdes.

Os produtos gerados pela nova fábrica serão ofertados a clientes. Entre as aplicações prováveis estão o uso do hidrogênio como matéria-prima na siderurgia e no refino de petróleo, e também como combustível para veículos diversos, além do uso da amônia por navios graneleiros e porta-contêineres, substituindo combustíveis fósseis. Mas a amônia verde também deve ser utilizada no portfólio de produtos da Unigel, por ser matéria-prima na fabricação de fertilizantes e acrílicos.

A Unigel tornou-se produtora de amônia no ano passado, após inaugurar duas fábricas de fertilizantes que deram origem à Unigel Agro. Além disso, a empresa opera um dos dois únicos terminais de amônia do Brasil, localizado no porto de Aratu, no estado da Bahia.



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