A geradora chinesa CTG Brasil anunciou que vai criar no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, um hub tecnológico para desenvolver a cadeia do hidrogênio verde (H2V). O projeto, batizado de TechHub Hidrogênio Verde, é feito em cooperação com o Senai e o governo pernambucano. A iniciativa concentrará em Suape a implementação de projetos inovadores focados na produção, transporte, armazenamento e gestão de H2V.

Os projetos financiados receberão inicialmente investimentos de até R$ 45 milhões. As propostas foram selecionadas na chamada pública “Missão Estratégica Hidrogênio Verde”, promovida pelo Senai e pela CTG Brasil, cujo resultado foi divulgado em fevereiro de 2022. A iniciativa faz parte da estratégia de investimento do programa de P&D Aneel da CTG.

Para conectar as plantas piloto implementadas no TechHub, será desenvolvida uma plataforma digital de comercialização para o H2V. “É fundamental rastrear e certificar a origem da energia para a produção do hidrogênio, assegurando que a fonte de alimentação da planta é proveniente de energia 100% renovável, abrindo ainda mais portas para a comercialização deste que é considerado o combustível do futuro”, afirma José Renato Domingues, vice-presidente corporativo da CTG Brasil.

O papel do Senai será de colaborar na implantação dos projetos, que devem contribuir para a elevação da atratividade de investimentos do estado, segundo a diretora-regional do Senai Pernambuco, Camila Barreto. “Enxergamos no Complexo Industrial Portuário de Suape uma forma de testar a viabilidade desses projetos em um cenário real, agregando outras empresas e criando um verdadeiro hub de inovação”, explica. O porto de Suape é considerado o mais estratégico do Nordeste, com 90% do PIB da região a um raio de 800 quilômetros.

Por conta do projeto, o governo estadual, a CTG Brasil e o Senai Pernambuco assinaram um memorando de entendimento para avaliar o desenvolvimento e a implementação de diversos projetos da cadeia de hidrogênio em Suape. Segundo comunicado da CTG, trata-se de um acordo que pretende unir a expertise da companhia, o potencial energético do estado e o posicionamento estratégico do porto.



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