Para o mundo cumprir a meta do Acordo de Paris de manter o aumento temperatura global em 1,5° C, o gás natural de origem fóssil precisaria deixar de ser utilizado para geração de eletricidade, segundo pesquisa conduzida pela ONG ambientalista Climate Analytics.

De acordo com o estudo “Gás fóssil: Uma Ponte para Lugar Nenhum”, o gás deveria sair rapidamente da matriz elétrica logo depois do carvão – já em 2035 nos países ricos, e em 2040 para o resto do mundo. A pesquisa buscou indicar quando diferentes regiões do planeta precisam eliminar gradualmente a geração de eletricidade a partir do gás fóssil para serem compatíveis com a meta de 1,5°C.

Para o estudo, o declínio na geração de eletricidade a gás deve começar imediatamente e cair para apenas 15% da geração total de eletricidade global até 2030 e, a partir daí, atingir níveis muito baixos até 2035. “Nossa análise mostra muito claramente que o gás fóssil não pode ser um combustível de transição”, diz a autora principal, Claire Fyson, que lidera a análise de caminhos de mitigação na Climate Analytics. “A eliminação progressiva em todas as regiões é no máximo de 5 a 10 anos depois do carvão, muito curto para que os investimentos na expansão do gás sejam economicamente justificáveis e não fiquem encalhados.”

A pesquisa aponta diferenças entre os caminhos que países ricos e pobres devem tomar para seguir as recomendações de abandono do gás. Os desenvolvidos devem eliminar gradualmente o gás, para cair abaixo de 10% da geração total de eletricidade até 2030, e concluir a eliminação até 2035. Já nos países em desenvolvimento, a parcela da geração de gás fóssil deve cair para menos de 10% até 2035 e ser eliminada gradualmente até o início da década de 2040.

O relatório usou como base de cálculo os caminhos de emissões avaliados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que são projetados para mostrar a maneira mais econômica de limitar o aquecimento a 1,5°C.



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