A Embraer apresentou no dia 8 de novembro, por meio de transmissão pelo Youtube, uma família de aeronaves, em modelo conceitual, movidas a vários tipos de energia renovável. Batizada de Energia Family, a linha de pesquisa é resultado de parceria com um consórcio internacional de universidades de engenharia, institutos de pesquisas aeronáuticas e pequenas e médias empresas.

A Energia Family conta com quatro aeronaves de tamanhos variados que incorporam diferentes tecnologias de propulsão: eletricidade, célula de combustível de hidrogênio, turbina a gás de duplo combustível e híbrido-elétrico. Cada aeronave está sendo analisada conforme sua viabilidade técnica e comercial.

Na versão 100% elétrica, o modelo E9-FE, com nove assentos, tem zero emissão de carbono, assim como no modelo de célula de combustível de hidrogênio (E19-H2FC), também de pequeno porte, para 19 assentos. Já o híbrido (E9-HE), com nove assentos, tem 90% de redução de emissão e o de turbina a gás de duplo combustível (hidrogênio e SAF, combustível sustentável de aviação), para até 50 assentos, pode chegar a 100% de redução. A Embraer trabalha com prazos para disponibilidade comercial os anos de 2030 (híbrido-elétrico), 2035 (elétrico e célula de combustível) e 2040 (turbina a gás).

Além do trabalho conceitual com os aviões, a Embraer também testou combustível sustentável de aviação (SAF), misturas de cana de açúcar e combustível derivado da planta de camelina e combustível fóssil, na sua família de E-Jets. A meta da empresa é ter todos os aviões da Embraer compatíveis com SAF até 2030.

Em agosto, a Embraer fez voos com seu demonstrador elétrico, um monomotor EMB-203 Ipanema, 100% movido a eletricidade. Já um demonstrador de célula de combustível de hidrogênio está planejado para 2025 e o eVTOL, um veículo de decolagem e pouso vertical totalmente elétrico e com zero emissão, está sendo desenvolvido para entrar em operação em 2026.



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