A fabricante de celulose Veracel, com unidade produtiva em Eunápolis, no sul da Bahia, está planejando o aumento da geração de energia a partir de sua usina térmica a biomassa que aproveita os residuais de madeira da sua produção de celulose. Para isso, a empresa estuda novas fontes de biomassa, como fibra de coco e cascas de cupuaçu.
Atualmente a empresa utiliza na térmica, além dos residuais de madeira não aproveitados no processo da celulose, resíduos das peneiras de seleção, fibras retiradas do tratamento de água e efluentes, o caroço de açaí e o bagaço de cana de açúcar, ambos comprados de produtores locais. Em 2020, com todas essas biomassas, a Veracel produziu aproximadamente 919.873 MWh/ano de energia, sendo que 603.811 MWh/ano foram para consumo próprio e 89.352 MWh/ano exportados para a rede.
Segundo o gerente de recuperação de utilidades da Veracel, Estanislau Victor Zutautas, a empresa já obteve resultados bastante positivos com o caroço de açaí e as cascas de cupuaçu e o mesmo deve ocorrer com as fibras das cascas do coco. Segundo ele, o uso desses passivos ambientais vai além da compatibilidade de queima na caldeira e depende muito de safras, do desenvolvimento de produtores locais, questões logísticas e do foco nos materiais que são mais descartados na região. “Por isso também estamos atentos às características econômicas do Sul da Bahia para o projeto", disse.
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