Um estudo da consultoria EY aponta que o Brasil saltou quatro posições em ranking global de energia renovável que envolve 40 países, passando para o 11º lugar e se consolidando como líder na América Latina. As informações constam do Índice de Atratividade de Países em Energia Renovável (Recai, na sigla em inglês). Produzido desde 2003, o Recai classifica os principais mercados do mundo em relação à atratividade de seus investimentos e oportunidades de implantação de energia renovável, como eólica e solar. 

Alguns fatores, segundo a consultoria, explicam a melhoria de posição do Brasil. Entre eles, destacam-se o maior incentivo público e a melhoria nas regras referentes ao setor de fontes alternativas renováveis, o câmbio favorável para investimentos internacionais e a demanda interna por fontes alternativas. Outro ponto favorável foi o avanço no mundo corporativo do conceito ESG (governança ambiental, social e corporativa), pelo qual as empresas valorizam o uso de energias limpas em seus negócios.

O estudo da EY destacou ainda o avanço da energia eólica onshore no Brasil e a perspectiva favorável de investimentos futuros na offshore, que já conta com 46,6 GW de projetos em licenciamento no Ibama.

No ranking geral do Recai, Estados Unidos e China seguem nas primeiras colocações globais. Já o Leste Asiático, assim como o Brasil, também desponta como destino com alto potencial para investimentos. À frente do Brasil estão países como Reino Unido (4º lugar), França (5º), Austrália (6º) e Alemanha (7º). O mercado de energia renovável registrou, no ano passado, investimentos de mais de US$ 300 bilhões de dólares.



Mais Notícias EM



Aneel, Neoenergia e Grupo Equatorial lançam projeto de eficiência energética em escolas públicas

Serão investidos R$ 6,1 milhões, beneficiando cerca de 30 mil estudantes em cinco estados.

29/05/2026


Abradee apoia PL 3220/2019 sobre compartilhamento de postes

Projeto propõe regras para acabar com a fiação desordenada em grandes centros urbanos.

29/05/2026


Setor elétrico prevê aumento das tarifas de energia com “Super El Niño”

Cenário de seca no Norte e Nordeste e pressão sobre reservatórios devem elevar uso de térmicas e encarecer energia

01/06/2026