Pela primeira vez, mais da metade da energia consumida no estado de Minas Gerais foi consumida no Ambiente de Contratação Livre (ACL), com 51% do total. O estado é o segundo do país com maior participação nesse mercado, perdendo apenas para o Pará, com 56%, onde há grandes indústrias de alumínio, de perfil eletrointensivo.

Estima-se que até 2025, com investimentos de mais de R$ 20 bilhões na construção do parque gerador, Minas Gerais vai expandir a oferta de energia em mais 5 GW, sendo que 93% da nova energia será para projetos no mercado livre, que responderão por R$ 18 bilhões do aporte previsto. Também a fonte principal desses investimentos será a solar, com 92% do total.

De acordo com o Ranking Mundial de Liberdade Energética, produzido pela Abraceel - Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica, entre as 56 maiores economias analisadas no mundo, o Brasil figura em penúltimo lugar, mas pode chegar ao quarto lugar, ficando atrás apenas do Japão (1º), Alemanha (2º) e Coréia do Sul (3º), caso o PL 414/2021 seja aprovado este ano pelo Congresso Nacional. O PL trata da portabilidade da conta de luz para todos os consumidores.



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