A previsão de um El Niño de forte intensidade está ampliando a demanda por soluções de inteligência climática no setor elétrico. Em resposta ao cenário de maior risco de eventos meteorológicos extremos, a Climatempo intensificou parcerias com empresas de transmissão e distribuição de energia para apoiar o planejamento operacional, a gestão de riscos e a tomada de decisões em tempo real.
Segundo a empresa, o fenômeno pode aumentar a ocorrência de tempestades severas, ventos fortes, descargas atmosféricas, ondas de calor e alterações no regime de chuvas, elevando os desafios para a operação e a manutenção das redes elétricas.
Como parte dessa estratégia, a Climatempo desenvolve um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), regulado pela Aneel, voltado à criação de um hub colaborativo de inteligência climática. A iniciativa prevê a implantação inicial de uma rede de sensores meteorológicos no Estado de São Paulo para coleta e compartilhamento de dados climáticos georreferenciados, auditáveis e calibrados entre empresas do setor elétrico — especialmente transmissoras — e a Defesa Civil estadual.
De acordo com a empresa, o objetivo é ampliar a eficiência operacional, fortalecer a resiliência das redes e apoiar a elaboração de planos de contingência frente aos efeitos de eventos climáticos extremos. A proposta também prevê a expansão do projeto para outras regiões do país e, futuramente, para setores como ferrovias e rodovias.
A Climatempo afirma que já aplica esse modelo junto a concessionárias de transmissão. A ISA Energia implantou uma rede de estações meteorológicas em seus ativos no Estado de São Paulo para monitorar eventos extremos e aumentar a resiliência das linhas de transmissão. Já a Argo Energia utiliza estações meteorológicas para acompanhar trechos de linhas de transmissão, como em Rondônia, correlacionando dados climáticos com falhas e interrupções da rede.
A empresa também criou um Comitê de Eventos Meteorológicos Extremos, responsável por acompanhar cenários classificados como de alerta, perigo e perigo extremo, coordenando a avaliação de riscos e a disseminação de informações para apoiar a resposta das empresas do setor elétrico diante de condições meteorológicas adversas.
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