A CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica divulgou um balanço dos consumidores que migraram para o mercado livre de energia no primeiro trimestre de 2026. Foram ao todo 4.827 novos clientes de janeiro a março deste ano. Desses, 70% entraram no segmento por meio do novo modelo simplificado de gestão do varejo, criado para agilizar e permitir a automação das trocas de informações entre comercializadoras, distribuidoras e a própria organização.
Implementado em julho de 2025, o modelo simplificado utiliza tecnologias de APIs (Interface de Programação de Aplicações), que permite a substituição de operações manuais por uma conexão direta máquina a máquina e amplia a capacidade da CCEE de absorver o rápido crescimento do setor.
Na análise da CCEE, após a rápida expansão das migrações ao mercado livre em 2024 e 2025, os dois primeiros anos da abertura do segmento para a alta tensão, o ritmo de crescimento passa por um período de acomodação. O volume de novos consumidores segue elevado em comparação com a média observada até 2023, mas em compasso mais equilibrado. Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas no Brasil podem exercer o direito à liberdade de escolha.
Segundo dados da CCEE, os setores de serviços e comércio lideraram as adesões ao mercado livre neste primeiro trimestre, seguido de saneamento e alimentos. Desde pequenos e médios lojistas a estabelecimentos maiores, como supermercados, hospitais, farmácias e hotéis, respondem pela expansão do ambiente.
São Paulo registrou 1.311 novas migrações para o mercado livre entre janeiro e março, seguido de Minas Gerais (387), Rio Grande do Sul (386), Santa Catarina (370) e Paraná (351). Destaque também para a Bahia, com 340 novos consumidores que entraram para o segmento.
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