A Coppe/UFRJ, centro de ensino e pesquisa em engenharia, participa do processo de regulamentação de parques eólicos em alto mar, uma das apostas do Brasil para transição energética. A instituição tem contribuído com estudos técnicos que apoiaram a formulação de diretrizes aprovadas recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética, e que orientam a implementação da Lei nº 15.097/2025. A medida estabelece critérios para a seleção das áreas, condições de participação das empresas e parâmetros para a exploração dos projetos, abrindo caminho para elaboração dos editais e o lançamento dos leilões.
Com base na experiência do Reino Unido, referência no setor, o estudo “Apoio ao processo de seleção e concessão de área para eólica offshore no Brasil”, dos professores da Coppe Milad Shadman e Amaro Pereira, analisa como adaptar modelos internacionais à realidade brasileira, oferecendo subsídios técnicos para o planejamento e a tomada de decisão governamental.
Entre os principais resultados, destaca-se a estimativa de um potencial técnico de cerca de 98 GW para a eólica offshore no Brasil, considerando áreas com até 50 metros de profundidade e distâncias de até 30 km da costa. O estudo, financiado pelo governo britânico, também aborda questões regulatórias, modelos de comercialização de energia e aspectos técnicos, como os efeitos de esteira (wake effects), fenômeno que impacta a eficiência dos aerogeradores e que é determinante para o desenho e a otimização dos parques.
Segundo os pesquisadores, essas análises oferecem uma base sólida para orientar decisões sobre zoneamento marítimo, planejamento portuário e políticas públicas que garantam o desenvolvimento seguro, eficiente e competitivo do setor. Eles também ressaltam a importância de um planejamento que considere o uso compartilhado do mar e evite conflitos com atividades como pesca, navegação, turismo e exploração de óleo e gás.
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