A Aneel aprovou o edital do Leilão de Transmissão nº 1/2026, que prevê investimentos de R$ 5,11 bilhões em nove lotes. Os projetos somam 859 km de novas linhas e 4.350 MVA em capacidade de transformação, com implantação prevista em 12 estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Pará.

A primeira sessão pública será realizada em 27 de março, para os lotes 1 a 5. Os demais serão licitados em data posterior, condicionada à homologação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) dos termos de distrato consensual de concessões anteriores. Após a assinatura dos contratos, os prazos de implantação variam de 42 a 60 meses.

Entre os principais empreendimentos estão dois circuitos de 230 kV entre Cláudia, Cachimbo e Novo Progresso, no Pará e Mato Grosso, que totalizam mais de 500 km de linhas e incluem novas subestações e compensação síncrona. O objetivo é reforçar o atendimento elétrico na região sudoeste do Pará, onde há limitações estruturais no sistema.

O leilão também prevê reforços relevantes no Sudeste. Em São Paulo, serão implantadas linhas subterrâneas de 345 kV e uma nova subestação em São Miguel, com foco no atendimento à Região Metropolitana e ao ABC paulista. Outro projeto inclui a subestação Dom Pedro I e conexões associadas para reforçar o suprimento em polos industriais do interior.

No Sul, está prevista a linha de 230 kV entre Ponta Grossa (PR) e Canoinhas (SC), com 137 km de extensão, voltada à ampliação da capacidade de transmissão entre os dois estados. No Nordeste, serão instalados compensadores síncronos em subestações no Ceará e Rio Grande do Norte, com o objetivo de aumentar a estabilidade e a capacidade de escoamento da energia.

Projetos adicionais incluem novas subestações e conexões em Mato Grosso do Sul, Sergipe e Mato Grosso, além de reforços na interligação entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. As obras também contemplam ampliações de transformação em níveis de tensão de até 500 kV.

O lote 6, que previa linhas subterrâneas adicionais na capital paulista, foi retirado do edital por não constar no termo de distrato analisado pelo TCU. A exclusão reduz o escopo original, mas mantém a maior parte dos reforços previstos para a região.

Segundo a Aneel, os empreendimentos têm como objetivo ampliar a capacidade do sistema e garantir o atendimento ao crescimento da demanda e à expansão da geração, especialmente em regiões com restrições estruturais.



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