A maturidade da Lei 14.300 vem impulsionando novos modelos de uso da geração distribuída por grandes consumidores industriais, que passaram a adotar estratégias de engenharia tarifária e armazenamento de energia para reduzir impactos do chamado “Fio B”. Em vez de recuar nos investimentos, parte do mercado tem utilizado a nova regulação como base para otimização financeira da energia elétrica.

Um dos exemplos desse movimento é o Grupo Voltxs, que atua na gestão energética de grandes consumidores por meio de um modelo de consultoria operacional. Segundo dados da empresa, atualmente são administrados cerca de 6,7 milhões de kWh por mês, com foco em clientes industriais e redes de varejo de alto consumo.

A estratégia combina geração distribuída, uso de sistemas de armazenamento por baterias (BESS) e gestão tarifária detalhada. Nesse arranjo, o armazenamento passa a reduzir a dependência da rede no momento de compensação de créditos, diminuindo a exposição aos encargos de uso do sistema de distribuição e permitindo aplicações como deslocamento de carga fora do horário de ponta.

De acordo com a companhia, o modelo adotado elimina a necessidade de investimento direto por parte do consumidor final. A atuação ocorre no formato de “Capex Zero”, com remuneração baseada em success fee, atrelada à economia efetivamente obtida na fatura de energia. A Voltxs informa que a economia anual gerada para sua base de clientes soma R$ 13,3 milhões, considerando apenas contratos já em operação.

O perfil atendido concentra-se em unidades consumidoras com contas mensais acima de R$ 200 mil, faixa em que a complexidade tarifária amplia o potencial de ganhos com otimização regulatória e operacional. Segundo a empresa, a gestão integrada permite manter prazos de retorno competitivos mesmo após o fim da isenção integral de encargos previsto no marco legal da geração distribuída.

A operação é sustentada por análise regulatória contínua e acompanhamento das normas da Aneel, além de interação direta com distribuidoras para viabilização técnica e contratual dos projetos. A companhia afirma que o foco deixou de ser apenas a instalação de ativos e passou a incluir gestão de dados, previsibilidade de custos e integração de sistemas híbridos.



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