A expansão da infraestrutura de transmissão de energia elétrica no Brasil avança com o início das obras da Subestação Graça Aranha, no Maranhão. O empreendimento integra o bipolo Graça Aranha–Silvânia, um dos principais projetos do setor voltado ao escoamento de energia gerada por fontes renováveis nas regiões Norte e Nordeste.

A subestação permitirá a conexão dessas fontes ao Sistema Interligado Nacional (SIN), ampliando a capacidade de intercâmbio entre regiões e reforçando a segurança do abastecimento. O projeto é coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

O licenciamento ambiental está sendo conduzido pelo Ibama, responsável pela análise e emissão das autorizações tanto para a subestação quanto para a linha de transmissão em corrente contínua de 800 kV que ligará Graça Aranha, no Maranhão, a Silvânia, em Goiás.

O bipolo terá cerca de 1.468 quilômetros de extensão e atravessará os estados do Maranhão, Tocantins e Goiás. O sistema contará com capacidade nominal de 5 gigawatts (GW), permitindo o escoamento de até 4.000 MW em operação contínua.

Além da Subestação Graça Aranha, o empreendimento inclui a Subestação de Silvânia, que já se encontra em fase de implantação e será o segundo ponto de conexão do sistema.

O projeto integra o Novo PAC e prevê investimento estimado em R$ 18,1 bilhões. A conclusão das obras está prevista para março de 2030.

Segundo o governo federal, o bipolo é considerado estratégico para ampliar o intercâmbio de energia entre as regiões, viabilizar novos projetos de geração renovável no Nordeste e reduzir restrições operativas, como o curtailment.



Mais Notícias EM



Nutec lança projeto de R$ 1,4 milhão que transforma resíduos orgânicos em biometano no Ceará

Iniciativa produz biocombustível renovável de padrão comercial a partir de dejetos agroindustriais e urbanos

17/07/2026


Gaúcha Magnani entrega projeto de 9,7 mi para eletromobilidade em São Paulo

Estrutura permite o carregamento simultâneo de até 40 ônibus elétricos da Viação Metrópole Paulista, na capital paulista.

17/07/2026


ONS apresenta resultados do Plano da Operação Energética 2026-2030

Relatório reforça a necessidade de fontes flexíveis no SIN e de novos leilões de capacidade, além de apresentar um novo capítulo sobre curtailment

20/07/2026