Os países africanos instalaram ao menos 4.498 MW de capacidade solar fotovoltaica em 2025, o que representa um crescimento de 54% em relação a 2024 e o maior volume anual já registrado no continente, segundo estudo do Global Solar Council (GSC).
O resultado marca uma aceleração relevante frente a 2024, quando haviam sido adicionados cerca de 2,9 GW. De acordo com o levantamento, a melhora nas condições econômicas dos projetos e a expansão tanto de sistemas distribuídos quanto de usinas de grande porte explicam o avanço.
A África do Sul manteve a liderança, com 1.602 MW instalados em 2025, equivalente a cerca de 33% do total continental. A Nigéria ocupou a segunda posição, com 803 MW, impulsionada principalmente pela expansão da geração distribuída.
Egito e Argélia também tiveram desempenho expressivo, com 500 MW e 400 MW adicionados, respectivamente. Juntos, esses quatro países responderam por aproximadamente 2,5 GW da nova capacidade instalada no continente.
O estudo aponta ainda uma tendência de diversificação do mercado, com quase dez países se aproximando ou superando a marca de 100 MW instalados no ano, entre eles Marrocos, Tunísia, Zâmbia, Botsuana e Gana, o que amplia a base de mercados relevantes para a tecnologia.
Outro movimento destacado é a maior integração entre projetos solares e sistemas de armazenamento por baterias. Segundo o GSC, a expansão das importações de baterias acompanha o crescimento da energia solar, indicando consolidação do modelo solar associado a BESS em vários países.
Para os próximos anos, o cenário central do estudo projeta taxa média de crescimento anual de cerca de 21% até 2029, o que pode levar o continente a adicionar aproximadamente 31,5 GW de nova capacidade solar entre 2026 e 2029, caso se mantenham as condições atuais de mercado e financiamento.
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