A Neoenergia encerrou o segundo trimestre de 2025 com resultado pressionado por desempenho fraco no segmento de geração e maiores custos de compra de energia. O EBITDA ajustado da companhia somou R$ 2,55 bilhões, valor 8% abaixo da estimativa do BTG Pactual, conforme relatório divulgado em 22 de julho.
Segundo o banco, o resultado foi negativamente influenciado por cortes de geração e diferenças de preços entre submercados. A receita líquida não foi detalhada no relatório, mas a alavancagem da companhia se manteve praticamente estável, com índice dívida líquida/EBITDA de 3,46 vezes, contra 3,49 vezes no trimestre anterior.
O lucro líquido reportado atingiu R$ 1,6 bilhão, impulsionado por créditos tributários no valor de R$ 869 milhões referentes à disputa de PIS/Cofins. Sem os efeitos não recorrentes, o lucro ajustado seria de R$ 327 milhões, abaixo dos R$ 447 milhões projetados pelo BTG.
O segmento de distribuição apresentou EBITDA ajustado de R$ 2,24 bilhões, levemente abaixo da projeção (R$ 2,32 bilhões), mas com alta de 10% em relação ao segundo trimestre de 2024. Houve queda de 0,9% no volume de energia distribuída, já ajustado para geração distribuída, e aumento nas perdas de energia em quase todas as concessões — com exceção da Elektro, que apresentou melhora.
Na geração, o EBITDA ajustado caiu 14% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 291 milhões, resultado abaixo dos R$ 379 milhões esperados. O fim do contrato de venda de energia da Termope, em maio de 2024, contribuiu para o recuo, além dos custos elevados com a compra de energia no mercado de curto prazo.
Já o segmento de transmissão registrou EBITDA de R$ 94 milhões, beneficiado pela energização de novas linhas, enquanto a área de comercialização obteve R$ 12 milhões em EBITDA, superando as expectativas do banco BTG, que previa resultado nulo.
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