A Engie tem expandido o uso de drones em suas operações, incluindo usinas eólicas, solares, hidrelétricas e linhas de transmissão. Os equipamentos vêm sendo aplicados em inspeções técnicas e na segurança patrimonial, com testes e operações remotas a partir da sede da companhia em Florianópolis, SC.

As usinas eólicas e solares concentram os casos mais avançados, com destaque para inspeções de pás e torres, estruturas civis e linhas de transmissão. Nas hidrelétricas, os testes são realizados na Usina de Estreito (MA) e na Transmissora Gralha Azul (PR). O monitoramento remoto segue protocolos técnicos e normas da Anac - Agência Nacional de Aviação Civil.

Entre os benefícios já identificados pela empresa estão a maior agilidade na detecção de anomalias, redução de custos operacionais, resposta rápida a ocorrências e menor exposição humana a riscos. Segundo a Engie, os drones também permitem compartilhamento de dados em tempo real e análises mais eficientes sobre a performance dos ativos.

A empresa utiliza modelos com câmeras visuais, noturnas e termográficas. As tecnologias são aplicadas tanto na vigilância patrimonial quanto na análise de desempenho em usinas solares, com apoio de sistemas de inteligência artificial para identificar falhas em módulos fotovoltaicos.

Na segurança, a expectativa é substituir parte das rondas físicas por monitoramento automatizado. Cada posto de vigilância substituído pode representar economia de até R$ 360 mil por ano, segundo estimativas ainda em validação. O uso estratégico está em teste na Gralha Azul, com foco em prevenção e reação rápida.

Atualmente, a Engie opera cerca de 6 mil torres de transmissão. Com a expansão em curso, esse número deve chegar a 11 mil até 2027. A companhia vê nos drones uma ferramenta-chave para padronizar inspeções, evitar deslocamentos físicos e sustentar a expansão com eficiência.



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