A espanhola Solatio iniciou a construção de usina de produção de hidrogênio verde no Piauí. A primeira fase do megaprojeto, com valor estimado em R$ 27 bilhões, é a supressão vegetal e limpeza de 154 hectares dentro da ZPE - Zona de Processamento de Exportação de Parnaíba, no litoral do estado. Só nessa fase a expectativa é de gerar 2 mil empregos diretos.

A unidade está projetada para produzir 400 mil toneladas de hidrogênio verde e 2,2 milhões de toneladas de amônia verde para exportação por ano em sua capacidade total, atendendo especificamente a demanda futura da Europa, mas também de outros mercados. A limpeza do terreno deve durar de cinco a sete meses.

Após essa fase, segundo comunicado, a Solatio começa as obras civis, com a construção de edifícios e instalações elétricas e hidráulicas, até culminar com a instalação dos equipamentos. A previsão é que a usina entre em operação no segundo semestre de 2029, mas a capacidade plena será atingida apenas após a conclusão de todas as etapas, prevista para 2031.

Para produzir o H2 verde, a usina da Solatio consumirá 3 GW de energia, o triplo do que todo o Piauí consome – 1 GW. Hoje o estado produz sete vezes mais energia (99% limpa) do que consome e o excedente vai para o sistema nacional de energia, que distribui para regiões que demandam mais.

O investimento da Solatio equivale a aproximadamente um terço do Produto Interno Bruto do Piauí, estimado em R$ 72,8 bilhões, e é quase dez vezes o PIB do município de Parnaíba, segunda maior cidade do estado.



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