O Cade - Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou a compra de um conjunto de usinas de geração de energia elétrica da paranaense Copel pelo grupo Electra. A aprovação envolve 11 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), um parque eólico e uma usina termelétrica, que somam juntos 118 MW.

A aquisição foi feita pela Intrepid Investimentos e Participações S.A, holding da Electra, por meio de sua subsidiária integral Electra Hydra, ao custo de R$ 450,5 milhões. Do total, cerca de 70% foram aportados pela JiveMauá, por meio da emissão de debêntures da Electra Hydra, adquiridas por fundos de infraestrutura e de crédito.

A transação, segundo comunicado, se destaca pelo uso de recebíveis de longo prazo (PPAs com mais de 10 anos) da energia a ser produzida pelas usinas. “Esse modelo assegura a geração de caixa constante e estável de longo prazo, necessária e típica para operações de infraestrutura no mercado de capitais”, explica o presidente do grupo Electra, Claudio Alves.

Já do ponto de vista operacional, os 11 projetos hidrelétricos envolvidos não são despachados pelo ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico. Dessa forma, segundo explica o comunicado, eles têm a liberdade de armazenar água e gerar energia nos momentos de preços mais altos, funcionando como um hedge financeiro para os ativos de produção solar do grupo. Além disso, as PCHs não estão expostas às variações das condições dos submercados e de curtailment.

Com a aquisição, a capacidade de geração hidrelétrica da Electra passa para 186,4 MW, dividida em 24 usinas. Localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso, todos os ativos hídricos do grupo passam a ficar concentrados na recém-criada subsidiária Electra Hydra.



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