Mais de 36 mil empresas já informaram às distribuidoras a intenção de migrar para o mercado livre de energia entre o final deste ano e 2025, segundo dados da Aneel. Do total, de acordo com apuração da Abraceel – Associação Brasileira de Comercializadores de Energia Elétrica, 34 mil unidades consumidoras, ou 95%, são empresas de pequeno porte, com demanda inferior a 500 kW.

Os estados da região Sudeste concentram 46% do total dos consumidores que já informaram às distribuidoras sua migração para o ACL. Em seguida, aparece a região Sul (26%) e a região Nordeste (18%).

O número crescente de migrações tem a ver com as novas regras da Portaria MME 50/2022, que passou a permitir, a partir de janeiro de 2024, que todos os consumidores de energia do grupo A (média e alta tensão) pudessem optar por seus fornecedores de energia. Os consumidores de menor porte, com demanda menor que 500 kW, desde então liberados, devem ser apoiados por um comercializador varejista.

Antes da portaria, apenas consumidores com demanda maior do que 500 kW, o equivalente a uma conta de luz média de R$ 140 mil, estavam autorizados a migrar ao mercado livre de energia. Este ano, os de menor porte, com contas de luz acima de R$ 8 mil, ganharam o mesmo direito.



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