A Arqia, operadora móvel do Grupo Datora com foco nos segmentos M2M e IoT - Internet das Coisas, realizou um estudo sobre o mercado de conectividade IoT, apontando um novo cenário de desenvolvimento a partir da desoneração do Fistel - Fundo de Fiscalização das Telecomunicações criado em 1966. Como destaque, o estudo revela que em cinco anos a geração de empregos no Brasil pode passar de 4 milhões para 11,4 milhões; a arrecadação de impostos subir de R$ 9 bilhões para R$ 15 bilhões; e a geração de receita atingir R$ 100 bilhões, frente aos atuais R$ 54 bilhões.

De acordo com o instituto Global Data, o Brasil encerrou 2019 com 25,2 milhões de conexões M2M, o que representa 3,77% do total de conexões no mundo. Tal volume faz o país ocupar a quinta posição no mundo em número de conexões M2M usadas para soluções de IoT, ficando atrás de China, EUA, Alemanha e Rússia. Apesar da boa colocação, sob o ponto de vista de conexões por habitante, o estudo mostra que o Brasil ainda precisa evoluir. O país encerrou 2019 com um índice de 0,12 e projeta para 2024 chegar a 0,22. A França, que ocupa a sétima colocação em volume, apresentou um índice de conexões por habitante em 2019 de 0,31, com expectativa de atingir 0,45 em 2024. Outro exemplo é o Japão, que encerrou 2019 com índice por habitante de 0,19 e projeta atingir 0,32 em 2024.

Ainda segundo o instituto Global Data, em termos de receita gerada a partir de conectividade no cenário pré-Covid, estima-se que o Brasil atinja US$ 194 milhões, o que o coloca na sétima posição no ranking mundial, atrás de Japão, China, EUA, Alemanha, Reino Unido e Rússia. Para 2024, a projeção da geração de receita a partir da conectividade para o Brasil é de R$ 334 milhões.

“É preciso igualdade de condições em relação a incentivos econômicos e tributários. Necessitamos de medidas de incentivo e a principal delas é, justamente, a desoneração do Fistel, capaz de impulsionar a adoção do IoT no Brasil, impactando diretamente e de forma positiva no PIB, nos serviços e na indústria”, diz Tomas Fuchs, CEO do Grupo Datora.



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