A GoCache, empresa brasileira especializada em soluções de CDN - Content Delivery Network, de São Paulo, atende mais de 8000 sites das áreas de e-commerce, portais de mídia e EAD – ensino a distância em nove PoPs distribuídos pelo Brasil - Rio de Janeiro, Fortaleza, Manaus, Salvador, Curitiba, três em São Paulo e o mais recente em Brasília. Entre seus clientes, estão a Marisa, Hering, Meio & Mensagem e VTEX. Além dos PoPs já instalados, a GoCache pode também fornecer os servidores de cache aos provedores de acesso, sem custo nenhum. “Basta cederem espaço e energia para o equipamento e nós entregamos o benefício da conectividade para seus clientes, após uma simples análise de volumetria”, diz o CEO e fundador da GoCache, Guilherme Eberhart.

Segundo ele, o mercado de CDN é dominado por empresas estrangeiras que, por serem globais, acabam não dando a devida atenção que o Brasil necessita. Enxergando essa oportunidade, a GoCache foi criada em 2015 para suprir as lacunas que os grandes provedores de CDN deixam no país, oferecendo um modelo mais acessível e fácil de usar. “Hoje qualquer cliente pode entrar em nosso site, criar uma conta e configurar o uso do CDN”, diz. Com esse modelo de negócios, a empresa conquistou um grande número de clientes em pouco tempo.
E a tendência para 2020 é ainda melhor, mesmo diante da crise do coronavírus. Isto porque os produtos da GoCache são precificados em reais, tornando-se ainda mais atrativo frente à alta do dólar. “O billing complexo dos grandes provedores de cloud que oferecem esse tipo de solução em meio aos demais serviços vem deixando os clientes confusos e inseguros por conta da variação cambial. Além disso, eles ficam sujeitos à tributação sobre a importação de serviços de TI, o que pode elevar seu custo total em até 50%. Mesmo que os usuários não paguem esse imposto, certamente estão gerando um passivo tributário preocupante", afirma Eberhart.
Segundo ele, o custo por tráfego de uma CDN dos provedores internacionais para entrega de dados na América do Sul pode ultrapassar US$ 0,11 por gigabyte, aproximadamente, o que gera centenas ou até milhares de dólares em despesas, quando o tráfego ultrapassa a barreira dos Tb. Entretanto, a cobrança para entrega por pontos de presença em diferentes continentes varia bastante. “Optar pela entrega em PoPs na América do Norte, com objetivo de economizar, pode comprometer o principal propósito de uma CDN, que é reduzir latência”, explica ele.
Outro ponto importante é que as redes desses grandes provedores não cobram apenas por tráfego, mas também podem cobrar por requisições, o que geralmente gera encargos. “O volume de requisições https que uma aplicação média recebe por mês pode chegar a bilhões, o que adiciona milhares de dólares na fatura”, diz o executivo. Ele completa que o benefício não fica apenas para quem usa as soluções de CDN desses provedores, mas também para quem busca reduzir o tráfego externo de dados no provedor de cloud.
Em termos de migração, o CEO explica que não há necessidade de abandonar os servidores de DNS atuais. “A utilização de uma CDN fora do provedor de cloud não é tão complexa quanto se imagina. A implantação é feita com pequenas mudanças no DNS, na qual o cliente pode optar pela utilização dos servidores de NS da GoCache ou continuar usando os originais, fazendo o apontamento via CNAME”. Ele explica que, depois disso, o cache dos conteúdos estáticos como imagens, folhas de estilo (CSS) e scripts (JS), é feito automaticamente.
Caso o cliente deseje avançar para cache de conteúdos dinâmicos, como html, a empresa fornece um motor de regras fácil de usar que permite habilitar o cache desse conteúdo, aplicando as devidas exceções para conteúdos com dados pessoais e sensíveis. Outra vantagem é que tudo pode ser acompanhado pela equipe de suporte. “Prezamos que nossos clientes atinjam o máximo sucesso ao usar a plataforma. Por isso investimos bastante no suporte, desde o processo de onboarding”, diz o CEO.



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