Em julho do ano passado, a sede da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) em Porto Alegre sofreu um incêndio de grandes proporções, causando danos estruturais significativos ao prédio, mas a sala-cofre permaneceu intacta. O espaço abrigava o data center do DCCI - Departamento de Comando e Controle Integrado e mantinha dados da gestão e das principais decisões da segurança pública da capital e de cidades da região metropolitana.

Construído durante a Copa do Mundo de 2014 para abrigar 26 órgãos públicos e privados relacionados a ações de segurança, o DCCI adquiriu a sala-cofre da green4T, empresa brasileira especializada em soluções de tecnologia e infraestrutura digital, para garantir a estrutura física e armazenar os servidores e dados que precisavam se manter invioláveis em caso de incidentes inesperados.

O local foi evacuado antes que o fogo se espalhasse, assim como o entorno do edifício. Segundo o Major Moacir Simões, diretor da Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação do DCCI, além de emitir um alerta sonoro, que fez com que o prédio fosse evacuado rapidamente, a instalação também era monitorada pela equipe de Serviços Continuados da green4T em São Paulo, que rapidamente acionou o Corpo de Bombeiros para auxiliar na contenção das chamas e regate de pessoas. “Essa é uma das grandes vantagens da utilização da sala-cofre. A estrutura especial, além de proteger os equipamentos de TI e suas informações, permitiu que a SSP-RS voltasse rapidamente à normalidade” explica o Major.

De acordo com ele, se não tivessem essa solução, seria quase impossível manter aos serviços ativos, tampouco reestabelecer o atendimento à população, uma vez que dados importantes como informações de processos judiciais e questões ligadas à segurança pública estavam abrigados no data center. “Além disso, teríamos um grande problema com relação à infraestrutura de TI, já que precisaríamos de novos equipamentos, uma vez que devido à pandemia estão difíceis de serem encontrados no mercado, levaríamos entre 6 e 10 meses para restabelecer a normalidade total dos serviços”, complementa.

Assim que o incêndio foi detectado, foram tomadas as medidas urgentes. Na sequência, a equipe da green4T montou uma rede elétrica com geradores. Em 40 minutos, os sistemas foram restabelecidos e o atendimento 190 foi transferido emergencialmente para outra localidade.

“Mesmo após o rescaldo, o corpo de bombeiros averiguou que a parte externa da sala-cofre não teve danos estruturais e que a parte interna também manteve isolamento térmico. Após os procedimentos de averiguação para entrada segura, a equipe pode adentrar à sala e efetuar a abertura da porta, que estava com a fechadura derretida”, explica o Major.

A SSP já está instalada temporariamente em imóvel do bairro Tristeza, na zona sul da capital, e o governo trabalha para definir um novo destino para a pasta, que terá as mesmas condições de segurança de dados da antiga sede. “Planejamos a aquisição de uma nova sala-cofre, com o objetivo de manter a qualidade e segurança dos serviços”, finaliza.

De acordo com Márcio Martin, “o projeto apresentado para SSP-RS em 2014 cumpriu totalmente as funções para as quais foi projetado. Garantiu o maior nível de proteção e segurança, com rápida implementação, excelente custo-benefício para o Estado, além de ser um produto testado e certificado por organismo independente e devidamente acreditado pelo Inmetro, segundo procedimento de certificação ABNT PE 047 ao qual tem diversas normas como requisitos básicos de atendimento, entre elas, ABNT NBR 15.247, ABNT NBR ISO IEC 60529, EN 1630, ASTM E 779 e NFPA 2001 para evitar danos em casos de incidentes”, comenta.

Segundo o executivo, os projetos de data centers, quando instalados em prédios multidisciplinares, compartilhados com outros departamentos e empresas, assumem riscos quanto às ameaças físicas causados por eventos inesperados. Porém, quando instaladas as salas-cofres, toda a infraestrutura permanece intacta e pode resistir a inundações, além do fogo.



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