A American Tower, especializada ­em infraestrutura para telecomunicações, em parceria com a BottomUp, empresa brasileira que desenvolve e fabrica devices de IoT – Internet das Coisas, está viabilizando a implantação de soluções para digitalização de iluminação pública (iP) com tecnologia LoRaWAN, solução que possibilita a rápida escala de soluções de telegestão favorecendo o desenvolvimento do segmento de cidades inteligentes.

A prefeitura de Recife, PE, iniciou a instalação da telegestão de iP para 10 mil luminárias, utilizando a tecnologia LUMi da Bottomup, que também já conta com provas de conceito em quase 20 cidades em todo o país. 

A rede neutra LoRaWAN da American Tower habilita a comunicação das luminárias com a plataforma de telegestão de iP, em qualquer local do território do município, sem a necessidade de instalação de gateways próprios.

“Todas as comunicações entre as luminárias e a plataforma são recebidas paralelamente por diversos gateways da rede da American Tower, o que garante alta disponibilidade do serviço, com custo zero de instalação (Capex) e um baixíssimo custo de operação (Opex)”, explica Frederico Braga, CEO da BottomUp. 

De acordo com ele, uma via pública iluminada por LEDs é um benefício tangível à população sob todos os aspectos, como visibilidade no trânsito, segurança e valorização do imóvel. Entretanto, os municípios precisam que a população comunique, através de telefone, app ou presencialmente, a reclamação aos órgãos públicos, ou da ronda de fiscais nas vias públicas para manter o serviço. 

Esta dinâmica gera perdas financeiras, pois caso uma luminária fique apagada e/ou quebrada, a prefeitura ainda terá de arcar financeiramente com o consumo estimado de energia dessa luminária, já que o valor cobrado pela concessionária é obtido pela multiplicação da potência registrada da lâmpada e a quantidade de luminárias e não por medição do consumo real. Todo consumidor de energia paga mensalmente à concessionária de seu município a COSIP, que consiste na Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública, seja ele residencial, comercial ou industrial.

Os municípios que investem na troca das luminárias de vapor, que são analógicas, por luminárias LED digitais, utilizando os valores arrecadados da COSIP, têm um consumo de energia significativamente menor. Esse superávit cria também as condições financeiras para que as prefeituras possam investir em sistemas de telegestão iP. 

“Acreditamos que a escala em Internet das Coisas passa pela maturidade dos casos de uso nas diversas verticais, sustentada por um ecossistema robusto. Na vertical de cidades inteligentes, vemos a telegestão de iluminação pública com essas características, e com um grande espaço para crescimento, dado o potencial de geração de benefício tanto na perspectiva de eficiência operacional para as cidades quanto para sociedade como um todo”, diz Daniel Laper, diretor de Fibra e Novos Negócios da American Tower do Brasil.

Wellington Messias, CTO da BottomUp, esclarece que, ao substituir as luminárias a vapor por luminárias de LED, as prefeituras melhoram a qualidade da iluminação por meio de um fluxo luminoso e diminuem drasticamente o consumo de energia das luminárias. Conforme Messias, esse ganho de eficiência pode chegar a 75%. 

A telegestão de iP viabiliza que, além da medição individualizada do consumo de energia das luminárias públicas, ocorra ainda a inclusão de novos serviços de gestão se valendo da granularidade da distribuição das luminárias no território do município.

Além da capital pernambucana, outros dois municípios, que também contam com cobertura da conectividade LoRaWAN, já solicitaram adesão à Ata de Registro de Preço. A BottomUp vislumbra alcançar mais de 100 mil luminárias conectadas durante 2022.



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