Com velocidades de transmissão de dados superiores a 1 Gbit/s, o 5G é um dos acontecimentos mais aguardados no setor de telecomunicações. Mas a tecnologia traz um desafio: o elevado consumo de energia das redes móveis, em especial com o aumento da potência irradiada e quantidade de estações radiobase. A Ericsson, fornecedora global de soluções fim a fim para 5G, desde a rede de acesso, passando pelos equipamentos de transmissão, bem como plataformas de core e suporte ao negócio, lançou o relatório Breaking the Energy Curve, que apresenta sua abordagem para redução do consumo de energia nas redes 5G.

Segundo o estudo, o consumo de energia das redes representa hoje cerca de US$ 25 bilhões (10% das despesas anuais de operação), mas é possível reduzir esses gastos com recursos como inteligência artificial para operação de sites, maior precisão na construção de estações e adoção de softwares de economia de energia. Dessa forma, as operadoras podem usar o mínimo de energia possível enquanto gerenciam o crescimento esperado no tráfego de dados. A Ericsson estima que, até 2025, o 5G chegará a 2,6 bilhões de assinantes, cobrindo até 65% da população do mundo e gerando 45% do tráfego total de dados móveis. Também é esperado que o tráfego móvel global total quadruplique até 2025, atingindo volumes de 160 exabytes (EB) por mês.

Segundo Paulo Bernardocki, Diretor de Soluções e Tecnologia de Redes da Ericsson, serão necessárias mais estações para possibilitar a cobertura do serviço e atender os assinantes. Além de acrescentar o rádio 5G nas ERBs existentes, nas regiões de alta densidade e pouco espaço livre nos topos dos prédios será preciso trazer as antenas para o nível das ruas, como numa marquise ou num poste. Certamente essas estações têm menor potência (2 a 10 W), mas seu uso pode se multiplicar nas cidades e nos ambientes indoor, como dentro de um shopping center ou hospital.

Uma das formas de reduzir o consumo de energia está na modernização da rede. A adoção de tecnologias mais novas permite oportunidades de negócios e, ao mesmo tempo, gera economia significativa de energia. Graças à evolução da microeletrônica, o consumo dos equipamentos também tem sido reduzido ao longo dos anos. Um bom exemplo são os rádios 2G e 4G. “Embora na mesma frequência, o equipamento 2G instalado originalmente é enorme, do tamanho de um armário. Já o rádio 4G é do tamanho de uma caixa de sapatos e poderá ser usado simultaneamente com as tecnologias legadas (2G e 3G), bem como 5G. Existe um aumento de eficiência cada vez maior por bit”, diz Bernardocki. A Ericsson oferece ainda o software de economia de energia, funcionalidade já disponível no RAN, que pode reduzir o consumo de equipamentos de rádio em até 15%, mantendo a mesma experiência do usuário.

Um outro recurso importante é a inteligência artificial. “É enorme a quantidade de informações geradas em cada estação. Tudo é processado continuamente e os algoritmos são refinados para encontrar o ajuste perfeito entre o consumo da torre e os telefones atendidos”, diz. Dessa forma, os provedores de serviços podem operar a infraestrutura do site de maneira mais proativa, com informações sobre disponibilidade, capacidade, desempenho, gerenciamento de energia, além de um maior controle sobre a estabilidade da rede. Isso é ativado por meio de rotinas avançadas de IA, como aprendizado de máquina, automação e análise preditiva. Há uma redução aproximada de 15% de Opex relacionado à energia, de 15% nas visitas ao local relacionadas à infraestrutura passiva e de 30% em interrupções relacionadas à energia.

As soluções para “quebrar a curva de energia” estão disponíveis e prontas para serem implementadas para preparar ou apoiar a implantação de 5G. O relatório da Ericsson pode ser baixado no link https://www.ericsson.com/en/news/2020/3/breaking-the-energy-curve.



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