O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, MG, foi certificado em abril pela Receita Federal para se tornar o primeiro aeroporto industrial do país, um projeto criado com o objetivo de facilitar exportações de empresas brasileiras e incentivar investimentos na região. A Clamper, fabricante nacional de DPS - dispositivos de proteção contra surtos, será a primeira a se instalar no complexo, em julho, ocupando uma área total de 3000 m2, incluindo as etapas de produção, logística e expedição. A área é três vezes maior que a planta atual da Clamper, sediada em Lagoa Santa, a cerca de 8 km do aeroporto.

Segundo a BH Airport, concessionária que administra o terminal, a ideia é que o Aeroporto Industrial seja destinado, principalmente, à instalação de empresas que tenham como foco principal a exportação de produtos manufaturados, utilizando matérias-primas importadas em seu processo produtivo. É o caso da Clamper, que conta com produção nacional e exporta para mais de 20 países, mas depende de componentes eletrônicos importados, como capacitores, diodos de avalanche e varistores. “Esses insumos não são feitos no Brasil, por isso precisamos comprar da China”, diz Tatiana Gomes, Coordenadora de Negócios e Telecomunicações da Clamper.

Ao manufaturar dentro do Aeroporto Industrial, as empresas terão os benefícios das isenções fiscais quando exportarem os produtos acabados. Além disso, poderão utilizar o modal aéreo para acessar mercados internacionais e nacionais de forma rápida, eliminando o custo e o risco com o transporte rodoviário em seus processos logísticos. Cerca de 15 indústrias, de vários setores, se mostraram interessadas em ocupar o entreposto.

A ampliação da capacidade produtiva com essa segunda unidade fabril é estratégica para a Clamper. Mesmo diante da pandemia do Covid-19, a empresa registrou em março um recorde histórico de produção, com quase 600 mil peças fabricadas no mês. “O momento é desafiador, mas passageiro. Precisamos estar preparados para trabalhar da melhor forma e capacitar toda a cadeia para o momento pós-Covid”, afirma Tatiana. Fundada em 1991, a Clamper ultrapassou a marca de mais de 35 milhões de produtos vendidos. Emprega 450 pessoas e conta com mais de 900 modelos de DPS.



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