Quando surgiu, em 2011, a Acessoline prestava serviços em apenas três cidades no Sul do país – Chapecó, Joaçaba e Mafra, no estado de Santa Catarina. Em menos de uma década, construiu uma rede que cobre 90% do Estado de Santa Catarina, tem forte presença no Paraná e operação em cidades do Rio Grande do Sul, situadas na divisa com Santa Catarina. Ao longo do caminho conquistou clientes do mercado corporativo e no atacado. Este ano finaliza o backbone entre São Paulo-Rio de Janeiro-Belo Horizonte e avança para o interior de São Paulo, com a meta de ligar Bauru com Campo Grande, no Mato Grosso do sul.

Boa parte do sucesso da operadora regional está nas parcerias. A Acessoline, aliás, nasceu da parceria entre dois provedores de Santa Catarina: a Superline, que operava em Concórdia, e a GGNet Telecom, em Caçador. “Tínhamos uma relação de parcerias, mas como são cidades próximas em Santa Catarina, chegou um momento em que as áreas começaram a conflitar. Ao invés de competir, decidimos montar uma empresa nova, mantendo as características da Superline e da GGNet”, conta Gilmar Balbinot, diretor de Operações e Relacionamento da Acessoline. À época era diretor da GGNET, empresa da qual foi um dos fundadores. Somando os clientes das três empresas, hoje são 110 mil usuários no FTTH.

O modelo de compartilhamento de infraestrutura e swap (troca) de fibras, de capacidade e de canais, somado aos planos de crescimento orgânico permitiu a Acessoline ter clientes no segmento corporativo desde o início de sua operação. Como já tinha uma rede FTTH e uma entrada no corporativo, começou a vender a capacidade excedente para o mercado de atacado. Os principais produtos que entrega para o cliente são links de IP dedicado, com acordos de SLA, Lan to Lan e Trânsito IP, destinado a outros players regionais. Nos três estados do Sul atende mais de 500 ISPs.

Os primeiros acordos para compartilhamento foram em 2013, com empresas de distribuição de Energia Elétrica e com a Embratel. Posteriormente, um acordo de swap com a TIM permitiu a expansão da rede para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A Acessoline entrega redes para a TIM no Sul e em troca utiliza suas redes nos estados do Sudeste.

O backbone SP-Rio-BH está em fase final de ajustes e o plano é expandir a rede para o interior de São Paulo, no sentido de Bauru e ter uma rota expressa para Campo Grande. “O objetivo é ter uma rota de menor latência, ligando Campo Grande, Três Lagoas, Bauru e São Paulo”, informa.

A presença nos três estados do Sudeste tem o intuito de buscar tráfego para composição do produto IP. “Nem sempre vamos ao local para vender conectividade. SP, Rio e BH é o eixo que nos permite fazer conexão com os principais conteúdos que fazem sentido para a nossa rede, com possibilidade de expandir capacidade”, explica Balbinot.

Foco no residencial

O foco das empresas Superline e GGNet se manteve no FTTH, enquanto a Acessoline investia no corporativo e no atacado. “Hoje a Acessoline começou a olhar mais para mercado residencial, uma vez que a capilaridade da rede das cidades onde chegamos possibilitou isso.” A meta para o final de 2021 é ampliar a base de assinantes do FTTH para 140 mil usuários. Com isso, também amplia o número de colaboradores de 470 para 550.

No FTTH, o crescimento se deu também de forma inorgânica. No ano passado, fez três aquisições – um ISP na região de Pien, na divisa de SC e Paraná, e duas empresas de menor porte em Curitiba – e recentemente a Superline e GGnet fizeram aquisições na região de Concordia e de Videira. Este ano está fazendo a integração das redes.

Na aquisição de outros ISPs, o segredo – diz o executivo – é manter a proximidade com o cliente residencial, com loja e atendimento presencial, humanizado, além da garantia de serviço e volume de banda contratado entregue. “No interior dos estados, os usuários têm a cultura de ir na loja, conversar com atendentes, e não ter um atendimento por robô em call center”, observa.

Investimento em DWDM

Mesmo com o compartilhamento de infraestrutura, que gera redução tanto de Capex como de Opex, os desafios são grandes. “Os clientes exigem mais banda pelo mesmo valor. Se eu tiver um Opex controlado tenho possibilidade de ser mais agressivo no valor do produto, da conectividade final”, afirma. A Acessoline faz também locação com swap de canais DWDM no atacado, o que ajuda a rentabilizar a rede.

Para atender a demanda dos clientes por mais banda, a escolha da tecnologia e a relação com os fornecedores é um fator fundamental, acrescenta Balbinot. A operadora optou por usar transponders da Ciena na matriz da rede, que segue o caminho de multiplexação óptica. “Temos comprado a melhor eletrônica, no sentido de longevidade, e a Ciena vem entregando com melhor valor agregado”, afirma o diretor da Acessoline. Com os transponders, consegue ter maior volume de banda por canal. “Isso tem nos deixado confortável com a assertividade dos investimentos”, completa.

A parceria com a Ciena começou há dois anos e tem crescido. “Tem nos ajudado com visão de longo prazo”, comenta Balbinot. O executivo explica que a parceria com o fornecedor ajuda no planejamento de ativos, a dimensionar a melhor solução e a olhar outros caminhos, evitando a compra de equipamentos desnecessários. “Muitas vezes colocar uma placa no caminho, encurtando a distância do enlace, é uma boa alternativa para aumentar a performance”. Os treinamentos com os fornecedores também ajudou a equipe da Acessoline a dominar a tecnologia DWDM. Os transponders e sistemas de transmissão são implementados pela equipe interna que também faz alinhamento de canais.

Outra vantagem na tecnologia Ciena, aponta, é a interoperabilidade de equipamentos de maneira satisfatória. “Temos implantado transponder Ciena em cima de equipamentos de diferentes vendors com funcionamento muito estável e operacionalização tranquila. Fizemos comparativos com outras placas similares e estamos satisfeitos”, comenta.

https://www.ciena.com.br/insights/regional-service-providers/

 


 



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