A V.tal é a nova empresa de redes neutras FTTH e serviços de atacado para provedores e operadoras criada a partir da separação estrutural dos ativos de infraestrutura de fibra da Oi (InfraCo). Avaliada em mais de R$ 20 bilhões, a companhia conta com cerca de 400 mil km de fibra óptica em 2300 cidades e 12 milhões de HP (casas passadas), das quais 2,5 milhões de casas conectadas. O roadmap prevê mais de 32 milhões de HP até 2025, com investimentos estimados em R$ 30 bilhões no período.

“Temos a maior abrangência de fibra do país”, diz o CCO - Chief Commercial Officer da nova operação, Pedro Luiz Arakawa. Segundo ele, a rede é neutra fim a fim, desde a saída internacional até o backbone, backhaul e OLT até a ONU na casa do cliente. Há também o modelo FTP - fibra até o poste. A opção depende da escolha do contratante, que pagará à V.tal uma mensalidade por casa conectada. Se o drop e a instalação no assinante forem realizados pelo próprio provedor, o valor é um pouco menor.

Com nova marca e proposta de valor ao mercado, a companhia sediada em São Paulo (razão social BTCM - Brasil Telecom Comunicação Multimídia Ltda.) já nasce com uma carteira de mais de 260 contratos com operadoras e provedores regionais, a maioria clientes de seus produtos de atacado, como fibra até a torre, até a cidade ou até o provedor, fibra apagada, colocation e trânsito IP. “Os serviços permitirão a otimização dos investimentos e expansão dos negócios com rápida entrada no mercado, evitando a redundância de construção de infraestrutura, que tipicamente ocorre no segmento de telecomunicações”, diz Arakawa. A empresa também está investindo no desenvolvimento de novos produtos para empresas de 5G e IoT, usando sua rede de fibra.

A V.tal será futuramente controlada por fundos de investimento do Banco BTG Pactual, após a conclusão do processo de transferência de participação de controle, atualmente com a Oi, que envolve as devidas aprovações do Cade e Anatel. No dia 7 de julho, o BTG foi homologado como vencedor do processo competitivo para a venda do controle da operação de infraestrutura de fibra, por R$ 12,9 bilhões.

De maneira a garantir a neutralidade para todos os seus clientes mesmo antes da conclusão desse processo, a empresa já conta com operação comercial, governança e administração apartadas das demais operações da Oi, em conformidade com a regulamentação e normas do mercado. Após o fechamento da operação de alienação de controle, os fundos de investimento do BTG assumirão a responsabilidade pela gestão da companhia, com 58%, e a Oi permanecerá como acionista minoritária (42%) e cliente-âncora. A previsão é de que a operação esteja concluída até o fim de 2021, quando também será anunciado o novo CEO.

“Nossa capacidade de infraestrutura é inigualável. A presença de fibra em todo o país, a capilaridade e possibilidade de crescimento acabaram se tornando um dos pontos centrais da nossa transformação”, diz Rodrigo Abreu, CEO da Oi. Com o novo sócio investidor, a companhia conseguirá manter o ritmo de investimentos significativos para expansão das redes. “A utilização dos ativos que já existiam é um dos grandes diferenciais competitivos da empresa, agora sob um modelo mais otimizado e eficiente para o país. Ao mesmo tempo, poderemos ter mais foco no cliente com a operação da nova Oi”, conclui.



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