A Faiston, empresa brasileira de serviços gerenciados de TI, estruturou uma oferta de conectividade via satélite de órbita baixa (LEO, na sigla em inglês) no formato de serviço gerenciado. O modelo integra os equipamentos, a assinatura da Starlink e o suporte técnico em uma mensalidade única, no regime HaaS - Hardware as a Service, convertendo o investimento inicial em infraestrutura em uma despesa operacional previsível.
“O desafio que identificamos nas empresas não era a falta de sinal, e sim a complexidade de operar essa tecnologia em escala profissional. Uma antena em um sítio e 200 terminais espalhados por canteiros, fazendas e embarcações são problemas de natureza distinta”, afirma Marcelo Nascimento, COO da Faiston. “Em um ambiente corporativo, a conectividade precisa ser inventariada, monitorada, integrada à rede da companhia e às políticas de cibersegurança, com acordo de nível de serviço e suporte em campo. É esse trabalho que assumimos para o cliente”, completa.
Segundo o Indicador de Conectividade Rural, estudo da associação ConectarAGRO desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, a cobertura 4G ou 5G nas áreas agrícolas do país passou de 18,7% para 33,9% na comparação entre as duas edições mais recentes do levantamento, o que ainda deixa cerca de dois terços da área produtiva nacional sem rede móvel adequada. Dados da Anatel de março de 2026 indicam que a Starlink já soma cerca de 700 mil acessos no Brasil, com presença em setores como agronegócio, mineração e logística.
O serviço ofertado pela Faiston contempla instalação, logística de equipamentos, monitoramento proativo e atendimento presencial. A empresa também conta com uma equipe de mais de 300 colaboradores e uma rede de 5500 parceiros homologados, segundo informações da companhia. A estrutura é utilizada para atender operações em diferentes regiões do país, inclusive em localidades remotas, como plataformas marítimas, frentes de lavra e usinas de energia.
Entre os segmentos atendidos estão o agronegócio, com aplicações de conectividade para agricultura de precisão e telemetria em áreas remotas; a mineração e a construção, com conexão de frentes de trabalho isoladas; os setores marítimo e de logística, com suporte a sistemas de rastreamento de ativos em rota; e o setor de energia, com aplicações de monitoramento de subestações e outras infraestruturas.
Para empresas em áreas urbanas, a companhia posiciona a tecnologia LEO como uma camada de redundância de conectividade. O relatório Annual Outage Analysis 2025, do Uptime Institute, aponta que falhas de TI e de rede responderam por 23% das interrupções de maior impacto registradas no período analisado, em um cenário de dependência crescente de serviços de nuvem e provedores terceiros. Por utilizar uma infraestrutura de acesso diferente da rede terrestre principal, o link via satélite pode fornecer um caminho adicional para a conectividade em cenários de contingência.
“A órbita baixa não veio substituir a fibra ou o 5G, e sim complementá-los nos pontos em que eles não chegam ou falham. Nosso papel é garantir que essa camada funcione como parte da rede corporativa, com a mesma governança do restante do ambiente de TI”, finaliza Nascimento.
Mais Notícias RTI
Companhia pretende atingir inicialmente 500 mil residências no Brasil e chegar a 4 milhões de conexões ativas nos próximos 24 meses.
31/08/2026
Seminário Nacional de Telecomunicações acontecerá em outubro no Rio de Janeiro.
31/08/2026
Com prazos de entrega mais longos e preços mais altos, comprar servidor deixou de ser a opção mais rápida para rodar projetos de IA no Brasil.
31/08/2026