A criação de uma associação voltada exclusivamente aos provedores de Internet do Estado de São Paulo é a aposta da API.SP - Associação dos Provedores de Internet de São Paulo para tratar de demandas que, segundo seus fundadores, diferem das enfrentadas por empresas de outras regiões do país. A entidade defende que questões regulatórias, operacionais e de mercado exigem uma representação mais próxima da realidade paulista, em vez de uma abordagem nacional uniforme.

Segundo o presidente da API.SP, Cláudio Nascimento Lima, a diversidade do mercado brasileiro motivou a criação da associação. “Quando se trata de Brasil, há vários Brasis no mesmo país. Não dá para falar da situação da Bahia em São Paulo, nem da situação de São Paulo na Bahia”, afirma.

São Paulo é um dos estados com maior número de provedores. Conforme dados da Anatel, há 3359 prestadores de SCM - Serviço de Comunicação Multimídia de banda larga no estado, o que justifica uma entidade dedicada às demandas locais.

A API.SP foi criada há cerca de um ano e tem sede na Avenida Faria Lima, na capital paulista. Embora ainda esteja em fase inicial de expansão, a associação pretende reunir provedores de Internet, fabricantes e fornecedores do setor em torno de pautas consideradas estratégicas para o mercado estadual.

Segundo Lima, o objetivo é oferecer apoio técnico e institucional aos provedores, diferentemente de entidades que concentram suas atividades principalmente na realização de eventos ou ações comerciais. “A ideia é realmente ajudar o provedor.”

O dirigente afirma que sua experiência à frente de empresas do setor contribuiu para a criação da associação. Ele atuou por vários anos como provedor, desde a época das redes via rádio até a venda de sua operação mais recente, a VConnect, além de ter participado de iniciativas como a live “Quarentena do Bem” durante a pandemia e do projeto Feras em Rede.

Um dos diferenciais previstos pela API.SP é a criação de representações regionais para ampliar o atendimento aos associados no interior do Estado. A proposta é estabelecer unidades locais, chamadas de “sub-APIs”, em regiões como Bauru, Cotia e outros polos distantes da capital, permitindo maior proximidade com os provedores e a realização de reuniões presenciais. A descentralização busca facilitar a discussão de temas específicos de cada região paulista, reconhecendo que os desafios enfrentados pelos provedores variam dentro do próprio Estado.

Entre os temas prioritários da associação está a exigência do chamado Atesto de Regularidade emitido pela Feninfra. Lima critica a designação da entidade pela Anatel para receber documentação regulatória e emitir o certificado, cuja cobrança varia conforme o porte da empresa. Segundo o dirigente, parte significativa dos provedores ainda não aderiu ao procedimento e teme possíveis sanções regulatórias. Além dessa questão, a API.SP pretende acompanhar temas como regularização do compartilhamento de postes, cobrança de boletos, compras coletivas de equipamentos no mercado internacional e outras questões regulatórias que afetam diretamente os provedores paulistas.

Como parte da estratégia de consolidação da entidade, a API.SP realizará um evento de apresentação da associação no dia 17 de setembro, em Itaquaquecetuba, SP, para reunir provedores, fabricantes, distribuidores e fornecedores do setor de telecomunicações. A programação será voltada ao networking e à apresentação das propostas da entidade para o mercado paulista, além da captação de novos associados. De acordo com a API.SP, o encontro marcará o lançamento oficial da associação e servirá como ponto de partida para ampliar sua atuação junto aos provedores do Estado de São Paulo.

Para os ineressados em se associar, o site da entidade é https://apisaopaulo.org.br/.



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