A CLM anunciou, no primeiro dia do Mind The Sec, realizado de 16 a 18 de setembro em São Paulo, a assinatura de um acordo de distribuição para a América Latina com a Halcyon, plataforma de ciber-resiliência especializada no combate a ataques de ransomware. A parceria amplia o portfólio da distribuidora latino-americana, que atua com foco em segurança da informação e infraestrutura para data centers.

Segundo Francisco Camargo, CEO da CLM, a aliança tem potencial de elevar o nível de proteção das organizações diante de um dos ataques mais críticos da atualidade. “Com tecnologia que reduz o risco de ataques de ransomware a zero, nossa expectativa é oferecer aos clientes uma solução de ponta para lidar com uma ameaça crescente e sofisticada. E expandir fortemente o acesso da Halcyon ao mercado latino-americano por meio da nossa rede de parceiros”, afirmou.

A plataforma da Halcyon nasceu na Califórnia com o objetivo de enfrentar exclusivamente esse tipo de ataque. Seu funcionamento é baseado em agentes com inteligência artificial e aprendizado de máquina, treinados em milhões de táticas e técnicas de ataque, capazes de isolar, conter e reverter rapidamente o ransomware. A tecnologia permite interceptar chaves de criptografia e reduzir em até 90% o tempo de recuperação de endpoints.

O impacto financeiro desse tipo de incidente é significativo. Estimativas do setor apontam que um ataque médio gera 21 dias de indisponibilidade e pode levar até 287 dias para recuperação completa, com custos superiores a US$ 2 milhões. “O ransomware deixou de ser uma preocupação apenas tecnológica. Ele afeta diretamente o negócio, a continuidade operacional e a confiança do cliente. Nossa proposta é fornecer resiliência e respostas mais rápidas às empresas”, destacou Camargo.

No Mind The Sec, além da Halcyon, a CLM apresentou soluções de outros dez fabricantes de cibersegurança que compõem seu portfólio. Atualmente, a distribuidora soma 43 parceiros, sendo 30 dedicados à área de segurança e os demais ligados à infraestrutura de data centers, entre eles Nutanix, Lenovo, Positivo, Exagrid e Veeam.

Com 32 anos de mercado, a CLM tem registrado crescimento anual de dois dígitos. “Estamos crescendo 25% neste ano”, disse Camargo. Para ele, os investimentos em cibersegurança têm se tornado cada vez mais estratégicos, especialmente em setores como o financeiro. “Dá para fazer sistema seguro? Dá. Mas não dá para fazer sistema seguro barato e rápido. Esse é o desafio. Bancos e grandes empresas precisam limitar quem tem a visão geral de seus sistemas, enquanto pequenas e médias companhias devem avaliar a terceirização de serviços em SOCs, porque contratar CISOs está cada vez mais caro”, observou.

O executivo também destacou os efeitos da pandemia e da inteligência artificial no direcionamento das demandas do setor. “Quando veio a pandemia, eu achei que a cibersegurança ia bombar, mas o que cresceu foi a infraestrutura de data center, por conta do home office. Agora, com a inteligência artificial, a infraestrutura voltou a ganhar força, mas, ao mesmo tempo, aumentou a superfície de ataque. A cibersegurança é indispensável nesse novo cenário”, concluiu.



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