A Phoenix Fiber, empresa criada há dois anos para implantação de redes ópticas com a finalidade de compartilhamento de infraestrutura e aluguel de fibra a operadoras e provedores de Internet, chegou a 11 cidades do Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, totalizando 180 mil homes passed. O roadmap prevê a expansão para mais 50 municípios até o final de 2021, com 500 mil homes passed e aproximadamente 5000 km de rede metropolitana instalada.

“Estamos em negociação com potenciais clientes para cobrirmos outros estados no Sul, Sudeste e Centro-Oeste”, diz Maurício Giusti, CEO da Phoenix Fiber. O primeiro projeto foi realizado em 2019 para a Vivo em Varginha, MG, com a construção de uma rede bastante capilarizada chegando a 30 mil homes passed. “O piloto foi bem sucedido e teve uma ótima aceitação no mercado, o que nos possibilitou avançar para outras localidades”, afirma. A Vivo é hoje o principal cliente da Phoenix Fiber, mas o objetivo é ter mais empresas ocupando suas fibras.

“Atualmente os provedores e operadoras constroem as redes para uso exclusivo, assim como as operadoras de celular tinham suas próprias torres há cerca de 20 anos, no início dos serviços de telefonia móvel”, afirma o executivo. Por isso, a companhia quer difundir e mostrar as vantagens do modelo da rede neutra ou “multitenant” e mostrar como é possível transformar o alto Capex inicial da construção de infraestrutura em Opex a longo prazo. O provedor de Internet, por exemplo, poderá ter um foco maior e dedicar mais recursos no cliente, uma vez que a Phoenix Fiber fica responsável pelo projeto, construção e O&M da rede externa passiva, incluindo DGOs, rede primária, CEO, splitter, rede secundária e CTO-P. A empresa também cuida da negociação com as distribuidoras de energia para ocupação dos postes, aquisição de equipamentos, logística, instalação e aluguel de estrutura. “A operadora deixa de se preocupar com a engenharia e torna-se uma prestadora de serviços”, afirma.

Os investimentos são 100% bancados pela Phoenix Fiber, que faz parte do portfólio de empresas do fundo de investimento Blackstone. “Mas temos uma forma muito aberta de usar as alternativas e fazer investimento conjunto”, diz o executivo. A empresa também está atenta à compra de ativos, inclusive de redes metropolitanas já implantadas. Segundo o CEO, nesse caso, para permitir o compartilhamento futuro entre duas ou três operadoras, sem necessidade de instalar mais fibras nas estruturas existentes, basta realizar o provisionamento dos equipamentos com sistemas DWDM. Assim, poderão ser alugados comprimentos de onda e não apenas pares de fibras apagadas.

A Phoenix Fiber tem larga experiência em compartilhamento de infraestrutura. A Phoenix Tower, no mercado desde 2013, pertence ao mesmo grupo, com um portfólio de mais de 2500 sites no país, incluindo torres, small cells e projetos de DAS – distributed antenna systems.



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