A Sanepar lançou um amplo programa para definir metas e aplicações de água de reúso em escala estadual. O programa será sistematizado por uma equipe multidisciplinar da companhia, baseado em ações transformadoras que visam a segurança e a resiliência hídrica a fim de minimizar os efeitos das mudanças climáticas.

O grupo de trabalho estudará alternativas de reúso da água em quatro frentes de utilização: urbano, agrícola, industrial e indireto potável. No caso da Sanepar, o foco principal é o reaproveitamento do resultado no tratamento de esgoto, que gera grandes quantidades de água de altíssima qualidade.

A partir do complexo de estações de tratamento de esgoto, que reúne 264 unidades, a companhia irá definir o potencial de produção e as possibilidades de aplicação em cada região.

O objetivo do programa é substituir o uso da água potável por água de reúso em aplicações de grande escala. Os efluentes das estações de tratamento da Sanepar são de boa qualidade e muitas vezes com carga orgânica bem abaixo do limite de outorga definido pelo IAT - Instituto Água e Terra. Isso significa que, com menos investimentos, essa água pode ser renaturalizada para diversos fins, inclusive o reúso indireto potável.

A Sanepar já tem boas experiências nessa área. Há mais de 20 anos disponibiliza água de reúso para o setor industrial em Araucária. E está desenvolvendo projeto-piloto, em Matelândia, na região oeste do Estado, para fins de reúso agrícola da água da ETE - Estação de Tratamento de Esgoto Ocoizinho.

Foto: André Thiago Chaves/Sanepar



Mais Notícias HYDRO



Sanepar e GS Inima avançam em parceria para projetos de reúso de água e tratamento de efluentes

Ato de assinatura marca avanço no chamamento público voltado à inovação e à economia circular no saneamento.

03/11/2026


Semil divulga os premiados da 2ª edição do Prêmio SP Carbono Zero

Seleção pública para votação de categoria especial vai até o dia 30 de novembro.

03/11/2026


Recursos hídricos: coalizão pede padronização de dados para ampliar transparência

Nota Técnica aponta várias lacunas na divulgação de informações sobre fiscalização por parte dos órgãos ambientais estaduais.

03/11/2026