O estudo Perdas de água 2025 (SINISA, 2023): Desafios na eficiência do saneamento básico no Brasil do Institituto Trata Brasil alerta que esses desperdícios geram impactos negativos ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das empresas e, principalmente, à população. Segundo dados do SINISA, ano-base 2023, 40,31% da água produzida nos sistemas de distribuição é perdida antes de chegar aos consumidores.

Ao considerar o volume total de água não faturada, consumida sem autorização ou perdida antes de chegar ao consumidor, em 2023, cerca de 5,8 bilhões de m³. A situação de perdas no Brasil apresenta significativas diferenças quando se comparam suas diversas macrorregiões. É possível concluir que Norte e Nordeste são as regiões mais carentes, que enfrentam os maiores desafios para a redução dos índices de perdas, com 49,78% e 46,25%, respectivamente. Além disso, são também aquelas que apresentam os piores indicadores de atendimento de água, coleta e tratamento de esgotos.

Conforme definido como meta pela Portaria nº 490/2021, do Ministério do Desenvolvimento Regional, o nível aceitável de perdas de água deve ser de, no máximo, 25% na distribuição e 216 litros por ligação/dia até 2034.

Reduzir as perdas significa aumentar a disponibilidade de recursos hídricos no sistema de distribuição sem a necessidade de ampliar a captação de água ou explorar novos mananciais, resultando em menores custos e menor impacto ambiental. Em ano eleitoral, é fundamental que os debates contemplem a universalização do saneamento, para que a redução das perdas de água seja tratada como prioridade, por meio da implementação de programas que promovam maior eficiência, inovação e, consequentemente, acelerem o ritmo dos investimentos necessários.



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