O armazenamento dos resíduos gerados pelo processo de extração do minério sempre foi realizado através de barragens, porém, por conta dos riscos conhecidos que este sistema apresenta, novas soluções estão sendo desenvolvidas para criar modelos diferentes de tratamento e filtragem da lama residual do minério.

O caminho para atingir um processo mais seguro e sustentável é através de filtros de disco a vácuo e a utilização ar comprimido de baixa pressão. Basicamente o processo consiste na entrada do resíduo de minério nos filtros através de sucção por vácuo e em seguida com o processo de filtragem, tem-se a separação do material sólido, retido nas membranas filtrantes, e do líquido. Após a separação, para descompactar e remover o resíduo sólido das membranas é utilizado o ar de baixa pressão e, assim, o material pode ser armazenado de modo seguro.

Este trabalho é realizado pelos compressores de parafuso isentos de óleo de baixa pressão da série ZE, da Atlas Copco Compressor Technique, que trabalham na faixa de pressão de até 3 bar, gerando maior economia de energia elétrica durante o processo. “Os compressores contam com aftercooler, um resfriador que diminui a temperatura de saída do ar para 55ºC, o que também é um importante fator para o processo”, explica a gerente de produto de Compressor Technique, Isadora Cataldo.

Conhecida como um grande polo de extração de minério, Minas Gerais abriga plantas de mineração em todo o estado e neste projeto a Atlas Copco atua em três delas. Ao todo, são 29 compressores de baixa pressão ZE4 realizando o trabalho de tratamento em conjunto com os filtros de disco a vácuo.

“O trabalho realizado pelos compressores ZE nessas três unidades é essencial para garantir que todo o resíduo seja destinado de forma segura e confiável para o meio ambiente. Os equipamentos possuem conectividade e com isso são  monitorados de perto pelos especialistas da Atlas Copco”, afirma Isadora.



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