A Sanex, de Sorocaba, SP, está montando sua segunda pista de secagem de lodos de estação de tratamento de esgoto com pás rotativas no estado de São Paulo, em fornecimentos para a Sabesp.
Já há dois anos com sua primeira pista em funcionamento em Várzea Paulista, a nova está em implementação em Lins e vai ter um sistema agregado para aproveitar o lodo seco em compostagem. Outras duas também serão implementadas em Caraguatatuba e Itapetininga.
Segundo explica Luis Tretell (foto), da área técnica da Sanex, o sistema tem como padrão uma largura de 12 metros, mas sua profundidade depende do volume de lodo que será tratado. “Se for um município muito grande ou um consórcio de cidades, com certeza será maior”, explica.
A pista de secagem, tecnologia consagrada no exterior e nacionalizada pela Sanex, utiliza sistema de pás que fazem o revolvimento do lodo despejado por caçambas. A pista, coberta, é atrelada a uma estufa que chega a uma temperatura média de 60°C.
Em um processo de revolvimento que leva em média quatro horas, os lodos vão se desidratando até inverter sua característica, reduzindo a umidade do lodo em 80%. “Com isso, ele deixa de ser rejeito e passa a ser aproveitado para queima para energia ou para compostagem ou então pode ser descartado em aterro com custo muito mais baixo”, diz Tretell.
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