A agenda de leilões municipais e estaduais no saneamento deve concentrar oportunidades de novos negócios em infraestrutura no biênio 2022/2023. De olho nessa movimentação, a Telar Engenharia, grupo sediado em São Paulo, está em busca de parcerias estratégicas. A expectativa é ampliar seu faturamento em 20% até o final de 2022, exclusivamente no segmento privado. Para se preparar para o crescimento, somente na aquisição de equipamentos tecnológicos de última geração foram investidos, em 2021, mais de R$ 20 milhões.

Nos últimos meses, a Telar ganhou concorrências no setor de água e esgoto. O grupo foi contratado para executar obras da Cagece - Companhia de Água e Esgoto do Ceará em Juazeiro do Norte. Ainda no saneamento, a Telar está executando, na Colômbia, obras de drenagem urbana necessárias à implantação de linha de Metrô da cidade de Bogotá.

Com mais de 440 obras entregues em diversos setores, como ferrovias e habitação, a Telar participa de licitações de grandes obras de infraestrutura e concessões em sociedade com outras empresas, incluindo serviços de produção de água potável.

“Acreditamos que o mercado de obras de infraestrutura vai crescer muito em futuro próximo, especialmente se houver expressiva evolução das concessões e PPPs de serviços públicos”, avalia Marco Botter, CEO da Telar. Ele considera que a aproximação entre público e privado se tornou uma necessidade em função da crise fiscal e da restrição de recursos das empresas públicas para investir em infraestrutura. Essa tendência fez com que o investimento contratado em concessões apurado pelo Ministério da Infraestrutura atingisse R$ 89 bilhões entre 2019 e 2021, e a perspectiva do próprio governo é alcançar mais R$ 165,5 bilhões este ano.



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