Com objetivo de fornecer visibilidade para as condições precárias de esgotamento sanitário, a ONU criou o Dia Mundial do Banheiro – comemorado anualmente no dia 19 de novembro. A partir dessa data, a intenção é estimular a criação de materiais e ações que possam ser desenvolvidas por entidades da sociedade civil e de governos em todo o mundo, em busca de soluções para alcançar a universalização do acesso à água e ao saneamento.

Para entender as condições precárias que a ausência de banheiros e de saneamento básico provoca na vida da população, o Instituto Trata Brasil produziu um material apresentando o impacto da falta desses serviços no país.

Dados IBGE de 2019 mostram que no Brasil o número de residências sem acesso a banheiro é de 1,6 milhão, ou seja, aproximadamente mais de 5 milhões de pessoas. Ademais, o cenário nacional de saneamento básico ainda é crítico, no qual cerca de 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, mesmo em meio à pandemia da Covid-19, e quase 100 milhões de brasileiros não têm atendimento a coleta dos esgotos.

Analisando as moradias sem banheiro nas regiões do país, a situação é preocupante no Nordeste, onde quase 965 mil casas apresentam a ausência; em seguida, a região Norte registra 531,4 mil residências sem banheiros. O Sudeste tem 82,7 mil casas nessas condições; o Sul conta com 25 mil; e o Centro-Oeste fecha a lista com 18,7 mil residências sem banheiros.

O cenário apresenta-se de maneira mais crítica quando analisamos o modo em que a educação de meninas e mulheres é diretamente prejudicada. No país 4,3 mil escolas públicas não têm banheiro, de acordo com o Censo Escolar da Educação Básica, do MEC - Ministério da Educação.



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