Pequenas e médias empresas da construção civil terão acesso a consultoria especializada para adoção da metodologia Building Information Modeling (BIM) por meio do programa BIM na Prática, iniciativa lançada pelo MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em parceria com a ABDI - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. O projeto-piloto pretende acelerar a transformação digital do setor e aumentar a competitividade das empresas participantes.
O programa receberá inscrições de pequenas e médias construtoras, além de escritórios de arquitetura e engenharia sediados nos oito estados contemplados pela iniciativa. Ao todo, até 60 empresas serão selecionadas para participar do projeto, que conta com investimento de R$ 1,9 milhão.
Na primeira etapa, cada empresa receberá 120 horas de atendimento técnico. O trabalho inclui diagnóstico do nível de maturidade em BIM, elaboração de um plano personalizado de implantação e apoio na definição de processos, fluxos de trabalho e padrões necessários para a adoção da metodologia.
As empresas que demonstrarem maior grau de preparação poderão participar de um segundo ciclo, com 180 horas de implementação assistida em projetos reais. Essa fase também prevê workshops e avaliação dos resultados obtidos durante a aplicação prática da tecnologia.
O BIM integra, em um ambiente digital, informações de projeto, planejamento, orçamento, execução e operação das edificações. A metodologia vem sendo considerada estratégica para elevar a produtividade, reduzir retrabalho, melhorar a compatibilização entre disciplinas e aumentar a previsibilidade dos empreendimentos.
A iniciativa busca ampliar a adoção da ferramenta entre empresas de menor porte, segmento que ainda enfrenta desafios como falta de capacitação, custos iniciais e necessidade de adequação de processos. Segundo levantamento apoiado pela CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção, cerca de 70% das construtoras brasileiras ainda se encontram em estágios iniciais de maturidade digital, evidenciando o potencial de expansão de tecnologias como o BIM.
Para o setor de saneamento, a disseminação do BIM também tende a beneficiar projetos de infraestrutura hídrica e de esgotamento sanitário, ao permitir maior integração entre as etapas de concepção, construção e operação de estações de tratamento, redes de distribuição e obras lineares, contribuindo para ganhos de eficiência e redução de custos ao longo do ciclo de vida dos empreendimentos.
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