O número de licenças ambientais emitidas para projetos de biogás e biometano em São Paulo cresceu 235% entre 2024 e 2025, passando de 26 para 87 autorizações, segundo levantamento da Cetesb. O avanço acompanha o aumento dos investimentos em combustíveis renováveis, impulsionado pela busca por descarbonização industrial e substituição do gás natural fóssil.

O movimento inclui projetos ligados ao setor sucroenergético, resíduos urbanos e atividades agroindustriais. Entre os destaques recentes está a inauguração, em Paulínia, SP, de uma planta de biometano desenvolvida pela Orizon e Edge, considerada uma das maiores do país, com investimento de R$ 450 milhões.

Segundo o governo paulista, a expansão também vem sendo favorecida pela adoção de novos procedimentos de licenciamento ambiental para unidades de biogás e biometano, implementados desde o fim de 2024. As diretrizes buscam padronizar processos e reduzir prazos de autorização para empreendimentos ligados à produção de combustíveis renováveis.

Dados divulgados anteriormente pelo governo estadual apontam que São Paulo concentra cerca de 40% da capacidade instalada de produção de biometano do Brasil e deverá superar a marca de 700 mil m³/dia de produção até o fim de 2026.



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