Pesquisa setorial da ABPE - Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas mostra que o mercado brasileiro de tubos poliolefínicos vive um dos momentos mais positivos dos últimos anos, impulsionado principalmente pelos investimentos em saneamento básico e pela expansão das concessões e parcerias público-privadas no setor. Segundo a Pesquisa Setorial da ABPE 2026, a produção nacional alcançou 152 mil toneladas em 2025, crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior. As vendas internas avançaram ainda mais, registrando alta de 20,2%, o maior crescimento dos últimos anos.

O levantamento aponta que a retomada dos investimentos em infraestrutura de saneamento foi o principal motor dessa expansão. A expectativa é que o Brasil mantenha um ciclo elevado de investimentos até 2033 para cumprir as metas do novo marco legal do saneamento.

As perspectivas para 2026 permanecem positivas. A sondagem realizada junto às empresas do setor indica crescimento médio esperado de 25%, o que poderá elevar a produção nacional para cerca de 190 mil toneladas.

“Nossa segunda pesquisa setorial, lançada esse ano, mostra que o saneamento básico é um dos principais vetores de expansão do mercado de tubos poliolefínicos, com destaque para o PEAD - Polietileno de Alta Densidade, apontando também iniciativas em negócios diversos. Os investimentos anunciados por concessionárias públicas e privadas, e grandes empresas dos mais variados setores, criam um ambiente favorável para o crescimento sustentável da indústria”, destaca Osvaldo Barbosa de Oliveira Júnior, diretor-presidente da ABPE.

Conforme citado pelo diretor-presidente da ABPE, a pesquisa revela oportunidades importantes para os próximos anos, além do saneamento básico, em segmentos como drenagem urbana, irrigação agrícola, mineração e redução de perdas de água nos sistemas de abastecimento.

Outro dado relevante do estudo é o aumento da participação de materiais reciclados na fabricação dos tubos de PEAD para aplicações cujas normas permitem esse uso. Em 2025, aproximadamente 43% do volume produzido utilizou resinas recicladas, evidenciando o avanço da economia circular na cadeia produtiva.

Realizado pela MaxiQuim especialmente para a ABPE, o estudo analisou indicadores econômicos, investimentos em saneamento, desempenho industrial e expectativas empresariais para o mercado brasileiro de tubos poliolefínicos.



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