A UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais inaugurou uma nova estrutura voltada ao apoio técnico-científico para setores essenciais como saneamento básico e recursos hídricos, vigilância ambiental e sanitária, controle de infecções em ambientes hospitalares, monitoramento de riscos ambientais e microbiológicos e sustentabilidade em atividades industriais e minerárias.

Com a missão de articular ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica, o Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Vigilância e Tecnologia Ambiental e Sanitária (Centro Vitas) colocará instalações, equipamentos e tecnologias universitárias a serviço da sociedade, realizando análises de amostras de água, ar e efluentes, operando com padrões internacionais de qualidade, rastreabilidade e confiabilidade analítica.

Vinculado à Escola de Engenharia da UFMG, por meio do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA), e ao INCT ETEs Sustentáveis, o Vitas traz a proposta de aproximar a produção científica das demandas reais de órgãos públicos, empresas, instituições de saúde e setores produtivos. Para o engenheiro Cesar Rossas Mota Filho, professor associado do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG e coordenador do Centro Vitas, a inauguração marca um momento estratégico para a universidade e para o fortalecimento das políticas públicas de saúde ambiental, saneamento e sustentabilidade em Minas Gerais.

“Mais do que uma estrutura física, trata-se de uma plataforma permanente de cooperação entre o meio acadêmico, o poder público e o setor produtivo, com foco na geração de conhecimento aplicado, no desenvolvimento tecnológico e no apoio à tomada de decisão baseada em evidências científicas”, afirma. Para ele, o Centro Vitas irá funcionar como espaço de referência e apoio a políticas públicas, qualificação profissional e desenvolvimento de soluções tecnológicas, para responder a demandas sociais nas áreas de saúde ambiental e sanitária.

Cesar Mota revela que um dos diferenciais do Vitas é o processo de acreditação segundo a norma ISO/IEC 17025. “A acreditação representa um marco inovador no contexto das universidades brasileiras, ao permitir que o Centro opere com padrões internacionais de qualidade, rastreabilidade e confiabilidade analítica”, explica.

Os resultados produzidos pelo Centro poderão subsidiar ações de vigilância ambiental e sanitária, fiscalização, monitoramento ambiental, políticas públicas e processos de tomada de decisão por órgãos públicos e parceiros institucionais. “A proposta é consolidar o Vitas não apenas como um espaço de ensino e pesquisa, mas como uma infraestrutura estratégica de apoio técnico-científico à sociedade”, afirma Cesar Mota.



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