A Cetesb - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo está ampliando o uso de tecnologias para monitorar e combater a proliferação de algas no rio Tietê. A iniciativa mais recente é um projeto-piloto em Sabino, SP, onde equipamentos de ultrassom foram instalados para avaliar a eficácia de ondas ultrassônicas na contenção de florações de cianobactérias e outros organismos que comprometem a qualidade da água.
O sistema utiliza boias equipadas com emissores de ultrassom que atuam diretamente sobre as células das algas, dificultando seu crescimento e multiplicação. A tecnologia vem sendo utilizada em reservatórios de diversos países e agora será avaliada em condições reais no reservatório formado pela usina hidrelétrica de Promissão, um dos trechos do Tietê frequentemente afetados pelo avanço das florações.
Segundo a Cetesb, o projeto permitirá acompanhar o comportamento das algas antes e depois da aplicação da tecnologia, gerando dados que poderão subsidiar futuras estratégias de gestão ambiental em reservatórios paulistas. As florações excessivas podem provocar alterações na qualidade da água, impactos na fauna aquática e restrições a atividades recreativas e de abastecimento.
A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas ao monitoramento dos corpos d’água do estado. Entre elas está um novo sistema de vigilância das praias do Tietê por meio de imagens de satélite. A ferramenta permitirá identificar condições favoráveis à proliferação de algas e emitir alertas preventivos para gestores municipais e órgãos ambientais.
O monitoramento remoto será aplicado inicialmente em praias localizadas ao longo do reservatório de Promissão e em outros pontos do rio onde a presença de algas pode afetar o uso recreativo da água. A tecnologia possibilita acompanhar grandes áreas de forma contínua, complementando as campanhas de coleta e análise realizadas em campo.
De acordo com a Cetesb, a combinação de monitoramento por satélite e técnicas de controle, como o ultrassom, deverá ampliar a capacidade de resposta dos órgãos ambientais diante dos episódios de proliferação de algas, fenômeno que tende a se intensificar em períodos de altas temperaturas e maior disponibilidade de nutrientes nos corpos hídricos.
As duas iniciativas fazem parte dos esforços do governo paulista para aprimorar a gestão da qualidade das águas interiores e reduzir os impactos ambientais, econômicos e sociais associados às florações algais nos reservatórios do estado.
Foto: LG Sonic
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