A Azul Pack, empresa com sede e fábrica em Jacutinga, MG, desenvolve soluções plásticas a partir da transformação de polietileno voltados para obras de infraestrutura, mineração, irrigação, saneamento e proteção ambiental.
O parque fabril tem mais de 70 mil m2 e é responsável pela produção anual de mais de 38 mil toneladas. Para auxiliar na fabricação das soluções, a empresa mantém um acordo estratégico com a Verde Brasil em Manaus, AM. Com o auxílio da parceira, a capacidade produtiva supera 106 mil toneladas/ano. “Todos os equipamentos são importados da Europa e projetados especificamente para a fabricação de geomembranas, com processos automatizados e um rigoroso controle de qualidade”, explica Leandro Dhein, diretor comercial da Azul Pack TechGround.
Além do Brasil, os produtos são fornecidos para a América Latina com auxílio de um escritório comercial em São Paulo e equipes de vendas no Chile e EUA. “Atualmente, somos os maiores fabricantes de geomembranas de PEAD da América Latina em termos de capacidade produtiva e volume”, afirma Dhein.
Para organizar melhor os negócios, a Azul Pack estruturou seu portfólio em quatro frentes. Para o saneamento, o principal destaque é a Azul Pack TechGround, dedicada ao fornecimento de geomembranas para aplicações como impermeabilização de reservatórios de água e lagoas de tratamento de efluentes. As demais marcas — TechAgro, Filmes e Bags — reúnem, respectivamente, soluções para o campo, filmes industriais e comerciais, e sacolas plásticas para o varejo.
Em 2025, o portfólio TechGround foi expandido com a adição da linha TECHSE7, desenvolvida com tecnologia de coextrusão de sete camadas que combina diferentes tipos de polímeros e aditivos em uma estrutura multicomponente capaz de proporcionar diferentes soluções como barreira ao oxigênio de alta performance, durabilidade superior e resistência química aprimorada. “As geomembranas surgiram na década de 80. Inicialmente, eram produzidas com apenas uma camada e na cor preta, tom que permanece em muitos projetos atuais por conta de suas características voltadas à proteção contra os raios solares. Conforme o mercado foi se expandindo, novas aplicações, propriedades e cores eram requisitadas. Graças aos estudos do GSI - Geosynthetics Institute, foi possível desenvolver equipamentos capazes de acrescentar mais camadas aos produtos”, lembra Dhein.
O diretor também detalha os principais diferenciais do processo de sete camadas. “O mercado é dominado por equipamentos de três camadas, que também possuímos. Em uma geomembrana, a camada central é voltada para a estrutura. Já as outras são responsáveis por aditivos como proteção química, a raios solares, etc. Os pacotes de aditivação costumam ser mais caros que as resinas, o que encareceria o produto caso fosse necessário aplicar os aditivos em uma única camada. A máquina de sete camadas mais que duplica a quantidade usualmente encontrada na de três, possibilitando um acréscimo de 30% de propriedade mecânica nesse material”, acrescenta.
Como forma de manter-se atualizada nas tendências de mercado, a Azul Pack mantém uma cadeira de membro no conselho do GSI e um laboratório de testes acreditado pelo GAI-LAP - Geosynthetic Accreditation Institute – Laboratory Accreditation Program.
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