O Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, divulgou o Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil, que expõe o grande problema ambiental, econômico e social da ineficiência no controle de perdas de água em nosso país. Em meio ao avanço das mudanças climáticas e agravamento das secas e dos eventos extremos, o país desperdiça 40,31% da água tratada antes mesmo que ela chegue às torneiras.

No Brasil, a definição de nível aceitável de perdas de água foi definida pela Portaria 490/2021, do MDR - Ministério do Desenvolvimento Regional, que indica que para um município seja classificado com nível excelente de perdas, deve ter no máximo 25% em perdas na distribuição e 216 L/ligação/dia até 2034.

Neste contexto, o estudo indica que apenas 13 dos 100 municípios mais populosos do país atendem a esses padrões de excelência. A distribuição desses municípios demonstra uma concentração em São Paulo (sete cidades) e Rio de Janeiro (duas cidades), com os demais estados de Goiás, Piauí, Paraná e Paraíba com um município cada.

A gestão eficiente da água potável é um pilar fundamental para o saneamento básico e a sustentabilidade das cidades. Controlar as perdas de água significa garantir maior disponibilidade para a população sem a necessidade de expandir a captação, evitando a pressão sobre mananciais e mitigando os efeitos das mudanças climáticas na oferta hídrica.

A análise completa pode ser acessada pelo link: https://tratabrasil.org.br/perdas-de-agua-2025/.



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