O governo de Santa Catarina, por meio da Fapesc - Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação, abriu um edital de R$ 1 milhão para financiar pesquisas nas áreas de gestão, tratamento e valorização do carvão mineral. A iniciativa busca incentivar projetos que minimizem os passivos ambientais gerados pela mineração e transformem resíduos da cadeia do carvão em matérias-primas de valor agregado.

O edital nº 61/2025 destina até R$ 250 mil por projeto e exige atuação em rede: cada equipe deve contar com ao menos dois pesquisadores de instituições de ciência e tecnologia (ICTs) sediadas em Santa Catarina. A participação de pesquisadores de outras regiões e até do exterior também é permitida, assim como a contratação de bolsistas.

São três linhas de atuação contempladas: tecnologias sustentáveis para recuperação ambiental e gestão de resíduos carboníferos, com foco em diagnóstico e restauração de áreas degradadas; aplicação de metodologias consolidadas nacionais ou internacionais para converter passivos ambientais em ativos socioeconômicos; e redução e compensação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e poluentes associados à mineração do carvão.

O foco geográfico do edital é a Bacia Carbonífera do Sul de Santa Catarina, que abrange as regiões dos rios Tubarão, Urussanga e Araranguá e seus entornos. Os estudos deverão contribuir com a formação de bases de dados de monitoramento ambiental e imagens de satélite para o período 2021-2025.

As propostas devem ser submetidas até 24 de outubro de 2025 via sistema SIGFapesc. A expectativa é que os projetos selecionados avancem nas frentes de restauração ecológica, recuperação de solos e águas, e no desenvolvimento de processos inovadores de economia circular para resíduos minerários, fortalecendo uma agenda de sustentabilidade integrada à base produtiva do carvão mineral em Santa Catarina.



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