A Tractebel, multinacional belga de consultoria de engenharia, que desenvolve soluções integradas para projetos sustentáveis de infraestrutura, hidrologia, geotecnia e energia, incluindo a nuclear, está apostando no mercado de saneamento para crescer no país.

Atualmente, o setor de saneamento representa aproximadamente 20% do negócio da Tractebel Brasil. “Tratamos resíduos domésticos, industriais e agrícolas. As metas de universalização e abastecimento tornam o setor pujante para os próximos anos”, projeta Gustavo Curi, head de Water da Tractebel América do Sul.

Um case de sucesso da empresa foi o projeto da adutora do São Francisco, no norte de Minas Gerais. A região semiárida e que sofria com escassez hídrica passou a ser abastecida com a adutora de 92 km responsável por levar água do município de Ibaí para Pacuí, no mesmo estado.

Com escritórios na Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul, a companhia faz parte do Grupo ENGIE, conhecido pelos serviços de baixo carbono e geração de energia eólica, solar e hidrelétrica. No Brasil, a Tractebel adquiriu em 2000 a Leme Engenharia, permanecendo com o nome Leme até 2015, ano em que passou a utilizar o nome Tractebel. Além do escritório em Belo Horizonte, MG, antiga sede da Leme, a companhia tem unidades em Belém e Altamira, PA, Florianópolis, SC, Rio de Janeiro e São Paulo. “Também temos pontos temporários que servem como bases durante projetos em determinadas cidades”, explica Curi.

Com mais de 500 funcionários, a Tractebel Brasil participou de projetos em 160 usinas hidrelétricas, superando 80 GW de capacidade instalada, 50 mil km de linhas de transmissão, 400 subestações de alta tensão, contribuindo para cerca de 1/3 de todo o sistema elétrico no Brasil, além de 200 cidades atendidas pelo gerenciamento de saneamento, com mais de 30 milhões de pessoas beneficiadas.



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