A Sabesp iniciou a operação “Gato Molhado”, uma ação para combater o furto de água. Para isso, a companhia tem contratado profissionais e destacado mais equipes para os casos de maior impacto, recorrentes ou picos de consumo nas cidades atendidas. Outra medida é o investimento em tecnologia e sistemas com IA – Inteligência Artificial.

No ano passado, foram identificadas cerca de 25 mil ligações com irregularidades, que desviavam água do sistema, prejudicando a população. Com a campanha contra os grandes fraudadores, a Sabesp pretende regularizar mais de 80 mil unidades neste ano. Nos primeiros dois meses de 2025, foram identificadas cerca de 5 mil irregularidades.

“Todos os padrões de consumo são monitorados e, quando inconsistências são detectadas, uma ordem de serviço é gerada para verificação em campo. Se a fraude for constatada, ela é registrada e a polícia pode ser acionada”, explica Luiz Renato Fraga Rios, diretor de combate a perdas comerciais da Sabesp.

A empresa reitera que o furto de água é crime e está descrito no artigo 155 do Código Penal. Dependendo dos meios utilizados para a prática, pode ser classificado como furto qualificado e pode levar à prisão por até oito anos.

O furto também prejudica os vizinhos. Quem desvia água da rede não se preocupa com o uso racional e desperdiça um bem escasso. Isso também desequilibra o sistema e pode levar à falta d’água nos imóveis ao lado, especialmente nos casos de consumidores que retiram grandes volumes da tubulação.



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