Apenas 34,3% do esgoto gerado no Nordeste é tratado e pouco mais de um terço das residências da região (31,4%) está conectado à rede coletora. Para reverter esse cenário e universalizar os serviços de saneamento básico, seriam necessários R$ 274 bilhões em investimentos. Os dados foram apresentados pelo Ministério das Cidades durante o painel sobre investimentos em saneamento, realizado na 3ª Reunião do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais da Sudene, em Recife, PE, no dia 21 de março.

O encontro reuniu representantes do setor público e de instituições financeiras para discutir estratégias que acelerem o acesso ao crédito e a execução de projetos estruturantes no setor de saneamento. Como encaminhamento, o comitê decidiu realizar um mapeamento das demandas de cada estado da área da Sudene, com o objetivo de identificar as principais necessidades e propor soluções adequadas à realidade local.

A diretora Financeira e de Crédito do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Maria Fernanda Coelho, destacou o papel estratégico do saneamento para o desenvolvimento social e territorial. “Na Diretoria do BNDES temos desenvolvida toda uma estratégia para que, de forma bastante transparente, nossas ações e produtos tenham um recorte regional. Até porque sabemos da importância do saneamento, não só para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, da saúde, mas também porque essa intervenção é estruturante para que as políticas públicas aconteçam, tanto na área urbana quanto na rural”, afirmou.



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